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IRS: em conjunto ou em separado? O melhor é fazer as contas

Foto: REUTERS/Eduard Korniyenko
Foto: REUTERS/Eduard Korniyenko

Este ano, pela primeira vez, os casais vão ter de optar se entregam a declaração de IRS em conjunto - como sempre fizeram - ou em separado.

Em separado ou em conjunto? Esta é uma questão que irá colocar-se a todos os casais este ano quando tiverem de entregar a declaração do IRS. As simulações tendem a mostrar que quando os rendimentos são muito diferentes, a entrega conjunta é mais vantajosa. Respostas únicas, contudo, não há, e o melhor é mesmo fazer as contas.

Um conjunto de simulações efetuadas pela consultora Deloitte revelam que os casais onde um dos elementos ganha 18 mil euros por ano e o outro 10 mil devem continuar a entregar o IRS em conjunto. Quer tenham ou não dependentes, esta opção é-lhes sempre mais favorável. Neste caso, a fatura do imposto totalizará 3378,54 euros, mas se decidirem fazer as contas em separado, o valor aumenta para 3574,19 euros.

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Esta mesma conclusão é válida para quem ganhe o dobro ou o triplo destes valores porque, em regra, quando os elementos do casal estão em escalões de rendimento coletável diferentes, a opção pela tributação conjunta tende a ser-lhes mais vantajosa.

Seja como for e antes de avançarem com a submissão e entrega da declaração, os contribuintes devem fazer as simulações necessárias para perceberem qual o regime que mais lhes permite reduzir a sua fatura fiscal.

Além disto, devem também ter em conta que o regime regra passou a ser o da tributação em separado, pelo que só podem fazer a declaração em conjunto se indicarem expressamente essa opção e se a entregarem dentro do prazo – que este ano, excecionalmente, será em em abril, para os trabalhadores dependentes e pensionistas e, em maio, nos restantes casos.

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