Angola

Isabel dos Santos: “Caso visa mascarar política económica falhada”

EPA/TIAGO PETINGA
EPA/TIAGO PETINGA

A empresária voltou às redes sociais para responder às acusações de que é alvo em Angola.

Isabel dos Santos começou o novo ano com a publicação de uma série de mensagens no Twitter, em resposta ao arresto de contas bancárias e participações em empresas de que foi alvo em Angola, por decisão do Tribunal Provincial de Luanda.

A empresária angolana escolheu a rede social para reforçar a mensagem já veiculada na noite desta terça-feira, num comunicado às redações.

“É falsa e forjada a informação que Isabel dos Santos ordenou uma transferência de uma conta do General Leopoldino do Nascimento junto Banco Millenium para uma conta na Rússia, e intervenção da polícia judiciária portuguesa, não tendo Isabel dos Santos nenhuma ligação a este assunto”, começa por referir, em referência a uma das informações que consta no despacho da sentença que determinou o arresto, segundo a qual a PJ portuguesa interceptou uma tentativa de transferir 10 milhões de euros para a Rússia.

Já em inglês, Isabel dos Santos afirma que as acusações de que é alvo têm origem no “desejo de ajustar contas” com a sua família, e pretendem “mascarar o fracasso de uma política económica falhada, iniciada após a saída do presidente Dos Santos”.

Diz que o arresto das suas contas bancárias e empresas tem “motivações políticas” e que é um “mau sinal para o setor privado”, numa altura em que atrair investimento privado estrangeiro é “vital” para a economia angolana.

Numa crítica dirigida ao governo do presidente angolano, João Lourenço, a empresária sublinha que as políticas deste executivo “atiraram milhares de famílias da classe média para a probreza” nos últimos dois anos.

A justiça angolana também não escapa às críticas de Isabel dos Santos. A empresária afirma que foram “ignorados os direitos de defesa, que são a base de qualquer sistema de justiça credível” e que isso demonstra o “ressurgimento da arbitrariedade em Angola”.

O despacho da sentença que ditou o arresto dos ativos de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário Leite da Silva contém “inverdades”, que a empresária alega não ter tido a oportunidade de rebater. “A ausência de procedimentos de defesa possibilitou a apresentação, pelo Ministério Público, de documentos e testemunhos falsos em tribunal”, reforça. A empresária afirma que o julgamento decorreu “em segredo”, sem que os advogados ou responsáveis das empresas que lidera tenham sido informados.

A empresária garante que os colaboradores das suas empresas vão “continuar a trabalhar com o compromisso que sempre esteve na base do sucesso” dos seus negócios.

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