economia portuguesa

ISEG estima PIB a crescer 0,6% em cadeia e 2,3% em termos homólogos

Analistas apontam para aceleração da economia portuguesa

O ISEG estima que economia portuguesa tenha crescido 0,6% no 1.º trimestre de 2018, face ao trimestre anterior e 2,3% em termos homólogos.

A economia portuguesa deve ter crescido 0,6% no primeiro trimestre deste ano face ao trimestre anterior e 2,3% em termos homólogos, ligeiramente abaixo do registado nos últimos três meses de 2017, segundo estima o ISEG.

Na síntese de conjuntura económica divulgada hoje, o Grupo de Análise Económica do Instituto Superior de Gestão e Economia (ISEG) estima que no primeiro trimestre de 2018 o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido 2,3% em termos homólogos e 0,6% em cadeia.

A confirmarem-se as estimativas do ISEG, a economia terá abrandado ligeiramente no primeiro trimestre, depois de no último trimestre de 2017 ter avançado 2,4% em termos homólogos e 0,7% em cadeia.

“Em termos gerais, a informação disponível sugere que o primeiro trimestre de 2018 registou um nível de crescimento homólogo inferior ao do final do ano anterior”, afirmam os economistas do ISEG, admitindo “um melhor desempenho do consumo privado, um menor crescimento do investimento e alguma incerteza em termos de procura externa líquida”.

Os economistas explicam que no primeiro trimestre houve uma “desaceleração pronunciada” na atividade da construção, sobretudo devido ao menor número de dias úteis e à precipitação anormal de março.

Também a produção industrial e os volumes de negócios do comércio a retalho e a serviços abrandaram.

No que diz respeito ao comércio externo de bens e serviços, o ISEG assinala, nos dois primeiros meses de 2018, o agravamento nominal do défice na balança de bens e a subida do excedente na balança de serviços, tendo o défice total da balança de bens e serviços sofrido um ligeiro agravamento.

“Contudo, sem combustíveis e lubrificantes, o saldo da balança de bens e serviços não teria piorado. Assim, admite-se que nestes dois meses o contributo da Procura Externa Líquida para o crescimento do PIB no primeiro trimestre terá sido relativamente neutro”, afirmam.

O Grupo de Análise Económica ressalva, nestas estimativas, que a informação relativa a março ainda está muito incompleta.

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