Igualdade de Género

Islândia obriga empresas a aplicar igualdade salarial até 2022

Katrin Jakobsdottir, primeira-ministra da Islândia. Fotografia: REUTERS/Geirix
Katrin Jakobsdottir, primeira-ministra da Islândia. Fotografia: REUTERS/Geirix

Todas as empresas terão de provar que não existe diferenciação entre o salário das mulheres e o dos homens na mesma posição profissional.

Uma nova lei que entrou em vigor este ano na Islândia vai obrigar todas as empresas a provarem que não existe diferenciação entre o salário das mulheres e o dos homens na mesma posição profissional.

A lei, aprovada por larga maioria em junho, mas que entrou em vigor apenas no princípio deste ano, procura erradicar a diferença de remuneração que existe entre os dois sexos, equivalente a 5,7%, um valor que não é explicado nem pelas horas de trabalho, pela experiência ou pelos níveis de educação, segundo as estatísticas oficiais islandesas.

A pequena nação islandesa de 330 mil habitantes, liderada pela primeira-ministra, Katrin Jakobsdottir, está em primeiro lugar no índice de igualdade salarial do Fórum Económico Mundial e quer erradicar a diferenciação salarial até 2022.

A lei aplica-se a empresas com mais de 25 trabalhadores, que passam a ser obrigadas a obter um “certificado de igualdade de remuneração”, passado por um auditor externo e credenciado.

As empresas com mais de 250 empresas têm de obter este certificado até ao final do ano, mas as mais pequenas podem fazê-lo até 2021.

As associações empresariais reagiram negativamente à lei, argumentando que impõe demasiados custos e envolve demasiada interferência governamental no mercado de trabalho.

Vários académicos e economistas mostraram-se céticos relativamente ao processo de certificação, defendendo que as diferenças de remuneração resultam de fatores que não têm a ver com o sexo das pessoas, e que seriam evidentes se o processo de elaboração das estatísticas fosse perfeito.

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