Israel acusa UE de "ataque desproporcionado" com nova diretiva europeia

Israel acusou hoje a União Europeia de um "ataque desproporcionado", depois da adoção de uma diretiva europeia que exclui os territórios ocupados de qualquer cooperação entre a UE e Israel.

Esta diretiva, adotada a 30 de junho e que será publicada na sexta-feira no Boletim Oficial da UE, estabelece que "todos os acordos entre o Estado israelita e a UE devem indicar sem ambiguidade e explicitamente que não se apliquem aos territórios ocupados por Israel em 1967", de acordo com um comunicado da delegação da UE em Israel.

"É uma diretiva sobre as entidades israelitas que podem ou não receber financiamento da UE. Estabelece uma distinção entre Israel e as entidades na Cisjordânia, Jerusalém-Oriental, a faixa de Gaza e os montes Golã", explicou à agência noticiosa francesa AFP um porta-voz da delegação David Kriss, referindo-se aos territórios palestinianos e sírio ocupado por Israel.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Zeev Elkin, declarou à rádio militar que a UE tinha cometido "um erro".

"Trata-se de uma iniciativa muito preocupante, tomada num mau momento, em que reforça a recusa dos palestinianos em retomar as negociações" de paz com os israelitas, afirmou Elkin, numa referência aos esforços do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, de relançar as negociações de paz.

O vice-ministro tentou minimizar o alcance concreto da diretiva europeia.

"É evidente que vai criar dificuldades adicionais no nosso relacionamento com a UE, mas não é preciso exagerar o impacto. Não se trata de um apelo ao boicote", sublinhou.

Um responsável israelita, que pediu o anonimato, disse à AFP que "os Europeus atacam desproporcionadamente Israel".

"Os europeus preferem atacar um pequeno país do que atacar Estados mais poderosos, quando se trata de questões territoriais controversas, por recearem sofrer represálias", lamentou, numa referência às ações da China no Tibete.

Israel foi informado "no último momento, desta diretiva, o que normalmente não acontece", sublinhou.

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