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Itália dedica 25 mil milhões de euros para apoiar economia

Giuseppe Conte, PM Itália
Giuseppe Conte, primeiro-ministro italiano. EPA/ANGELO CARCONI

Pagamento de impostos em atraso vai ser repartido por dois anos e sul do país terá apoios adicionais.

O Governo italiano adotou um decreto contendo uma lista de medidas, no valor de 25 mil milhões de euros, para apoiar a economia nacional, duramente afetada pela pandemia de covid-19.

Entre as principais medidas deste decreto adotado em Conselho de Ministros, que tem 103 artigos, destaca-se a repartição por dois anos do pagamento de impostos, que ficaram suspensos em março, abril e maio, devido à pandemia.

Com este novo decreto, o Governo italiano diz querer proteger o emprego, apoiar os trabalhadores e reduzir os prazos de impostos, para ajudar regiões e comunidades.

“Continuaremos a apoiar os cidadãos, empresas e trabalhadores”, disse o primeiro-ministro de Itália, Giuseppe Conte, numa conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros, ontem, sexta-feira.

De acordo com a nova legislação, as demissões nas empresas apenas podem ocorrer após 18 semanas de desemprego técnico ou quatro meses de deduções fiscais, para as organizações que tenham feito regressar ao trabalho os seus funcionários.

O Governo diz também que um sistema tributário mais vantajoso será implantado para as regiões do sul do país, que são as menos desenvolvidas.

As empresas com atividades no sul de Itália irão, assim, beneficiar de uma dedução de 30% nas contribuições sociais, de 1 de outubro a 31 de dezembro de 2020.

“Conhecemos o défice de infraestruturas no Sul, que é menos competitivo, e queremos que essa lacuna seja superada. Não estamos a dividir a Itália a meio. Estamos a oferecer ajuda para a recuperação das áreas mais desfavorecidas em toda a Itália”, explicou Conte.

O primeiro-ministro disse ainda que não pretende impor novas restrições ao comércio ou turismo, anunciando que o novo decreto “prevê o reinício do funcionamento de navios de cruzeiro, a partir de 15 de agosto”, bem como o regresso das feiras a partir de 01 de setembro.

O rendimento de emergência atribuído às famílias, no valor de 400 a 800 euros, dependendo da composição do agregado, será alargado, ao mesmo tempo que o Governo mobiliza cerca de 500 milhões de euros para pagar as horas extraordinárias para os funcionários da área da saúde.

Conte anunciou ainda a prorrogação até 7 de setembro das medidas sanitárias básicas, como o uso de máscaras, o distanciamento social, a proibição de ajuntamentos e a lavagem frequente das mãos.

A Itália foi um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, com cerca de 250.000 casos de contágio, incluindo mais de 35.000 mortes.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 715 mil mortos e infetou mais de 19,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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