Itália

Itália não cede a Bruxelas e mantém orçamento

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte REUTERS/Alessandro Bianchi
O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte REUTERS/Alessandro Bianchi

O Governo de Roma vai manter as previsões inscritas no Orçamento para 2019, ignorando as exigências da Comissão Europeia.

O governo italiano anunciou na noite desta terça-feira que vai manter as previsões económicas inscritas no orçamento do estado para 2019, desafiando as exigências de Bruxelas. Roma insiste no aumento do défice para 2,4% do PIB no próximo ano. O executivo liderado por Giuseppe Conte introduziu, no entanto, garantias para não superar esse limite.

“Não há qualquer novidade a não ser o compromisso de manter o défice nos 2,4%”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Económico, Luigi di Maio no final da reunião do Conselho de Ministros.

O orçamento mantém o quadro macroeconómico em que o governo aponta para um défice de 2,4% em 2019, 2,1% em 2020 e 1,8% em 2021 para financiar as políticas expansionistas, valores que Bruxelas rejeita tendo em conta que a dívida pública supera os 130% do PIB.

O governo italiano comprometeu-se ainda a enviar uma carta para a Comissão Europeia (CE) e para o Parlamento Europeu onde avança garantias para manter os valores previstos para o défice. São medidas que incluem cláusulas para a redução de despesa em caso de desvios, assim como a alienação de imóveis do Estado.

O prazo para responder às exigências da CE terminou esta terça-feira à meia-noite, 23 horas em Lisboa.

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