Coronavírus

Já estão à venda online as primeiras máscaras reutilizáveis certificadas

O CITEVE, Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário, lançou o selo “Máscaras – COVID-19 Aprovado”. Este selo permite aos consumidores e produtores reconhecer o produto ou matérias-primas que foram testadas e validadas por laboratórios acreditados
Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens
O CITEVE, Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário, lançou o selo “Máscaras – COVID-19 Aprovado”. Este selo permite aos consumidores e produtores reconhecer o produto ou matérias-primas que foram testadas e validadas por laboratórios acreditados Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens

O Citeve anunciou ontem ao princípio da noite as primeiras cinco homologações

Há já cinco empresas com máscaras de uso comunitário reutilizáveis certificadas pelo Citeve. A informação é recente, foi avançada pelo centro tecnológico no seu site, já bem tarde na quarta-feira à noite, mas representa um novo fôlego para o sector, que se prepara para lançar no mercado milhares de máscaras laváveis para o cidadão comum ou para profissionais de áreas com atendimento ao público. E há quem já as tenha colocado logo à venda na sua loja online, como é o caso da portuense Daily Day Studios, que, nestas primeiras horas, já vendeu cerca de uma centena de unidades.

Estamparia Têxtil Adalberto Pinto da Silva, Quotidiandivertisy, Daily Day Studios, Digit All e Location Available, Lda são as cinco empresas que conseguiram já que as suas máscaras passassem no crivo dos laboratórios do Citeve. No caso da Daily Day Studios, da Digit All e da Location Available, são máscaras de uso geral, de nível 3, ou seja, com uma capacidade de retenção de partículas, mínima, de 70%.

Já a Adalberto e a Quotidiandiversity têm aprovadas máscaras de nível 2, ou seja, destinadas a serem usadas por profissionais que, não sendo da saude, estão expostos ao contacto com um elevado número de indivíduos e que asseguram, por isso, uma capacidade de filtragem mínima de 90%. Mas também podem ser usados plo cidadão comum, se assim o ntender. Nos próximos dias, outras se seguirão, já que várias centenas de empresas têm vindo a submeter os seus produtos para aprovação no Citeve. Até ao final do dia de segunda-feira, o centro tecnológico havia recebido já 800 amostras de produtos, materiais ou matérias-primas para certificação, para máscaras e outros equipamentos de proteção individual. “A procura tem sido imensa e tem colocado uma grande pressão sobre os nossos laboratórios”, explicou ao Dinheiro Vivo o diretor-geral do centro, Braz Costa.

E a Daily Day, do grupo LaGofra, colocou-as logo à venda na sua loja online. Os pedidos não se fizeram esperar, o que permite antecipar o fim do lay off parcial dos cerca de 60 trabalhadores da fábrica de Paços de Ferreira, que espera, a partir da próxima semana, já conseguir produzir 200 mil máscaras semanais. Só esta manhã, e ainda antes de qualquer estratégia de comunicação sustentada deste novo produto, a Daily Day já tinha vendido cerca de uma centena de máscaras. Mas não faltam já contactos dos grandes grupos nacionais à procura de proteção para os seus trabalhadores.

“Hoje já vamos produzir alguns milhares de unidades, agora é o tempo de otimizar os processos industriais, mas queremos levantar o lay off o quanto antes. Temos uma equipa que está connosco há muitos anos, já viveu outras crises, mas é muito angustiante ter esse carimbo do lay off”, explicou ao Dinheiro Vivo Filipe Prata, responsável da empresa. A empresa aguarda ainda a certificação de mais quatro modelos entretanto submetidos, todos desenvolvidos em parceria com a Tintex. Terá as suas máscaras disponíveis em branco, preto e azul marinho. Cinco máscaras custam 20 euros, já com IVA.

Também a Estamparia Adalberto só aguardava pela luz verde do Citeve para avançar, em força, com as suas máscaras. Que foram desenvolvidas em parceria com uma Universidade do Minho e uma série de laboratórios portugueses e holandeses, para lhes conferir um conjunto de acabamentos funcionais, designadamente ao nível antimicrobiano e de retenção de bactérias e vírus, em conjunto com um gestor de humidade e anti-odor, como os que são utilizados nos equipamentos desportivos.

A empresa de Santo Tirso tem 30% dos seus trabalhadores em lay off, e este novo produto não permitirá, no imediato, retomar a laboração a 100%, mas permite dar trabalho a uma série de fábricas de confeção na região, que estavam em lay off e vão deixar de estar. “A procura é muito grande, temos já envolvidas cerca de 500 pessoas e vamos ter que duplicar. Para a semana contamos produzir 500 mil unidades, mas a ideia é passar para esse número mínimo diário a partir da segunda semana de maio”, explica Susana Serrano, CEO da Estamparia Adalberto. No imediato está a fazê-las todas em preto, embora alguns clientes estejam já a pedir a personalização do produto com o respetivo logotipo de marca, mas a intenção é fazer mais cores e até recorrer a estampados. E não faltam clientes na Europa a pedir máscaras.

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