Debate Quinzenal

Número de processos de despedimento coletivo triplicou. Abrange 304 empregados

MIGUEL A. LOPES/LUSA
MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro admitiu ainda prolongar o apoio aos pais com filhos em casa para depois das férias da Páscoa.

Nas primeiras três semanas deste mês de março já foram iniciados 28 processos de despedimento coletivo, abrangendo 304 trabalhadores. Trata-se do triplo de processos, face ao mesmo período do ano passado e mais do que quintuplicou o número de trabalhadores abrangidos.

A informação foi avançada esta terça-feira, 24 de março, pelo primeiro-ministro durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, o primeiro desde a declaração do estado de emergência.

António Costa respondia à deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins que questionou o primeiro-ministro sobre despedimentos na TAP, na Fnac e noutras empresas.

“Os dados que temos entre 1 de março e 20 de março deste ano e 1 de março e 20 de março do ano passado, indicam que enquanto no ano passado tivemos nove processos abrangendo 56 trabalhadores despedimentos coletivos. Neste mês tivemos 28 processos abrangendo 304 trabalhadores”, indicou o primeiro-ministro, garantindo que o Governo “tem vindo a condicionar o conjunto destas medidas [de apoio às empresas] à ausência de despedimentos coletivos.”

“Os despedimentos coletivos são uma gota no oceano”, considerou Catarina Martins que insistiu na defesa dos trabalhadores mais jovens com contratos mais precários.

Prolongado o apoio a pais
O primeiro-ministro rejeitou alargar o apoio aos pais durante as férias da Páscoa, justificando que esse período já os alunos estariam em casa.

A deputada e líder bloquista afirmou que a “crise vai ser longa” e que “há decisões que terão de ser tomadas já e que têm a ver com as férias da Páscoa”, lembrando que o apoio aos pais não abrange o período das férias da Páscoa.

“Tendo sido encerrados os ATL e não podendo as crianças ficar com os pais teremos que prolongar este apoio para as férias da Páscoa. E pergunto se pondera alargar este apoio a pessoas que têm pessoas em lares”, questionou a líder bloquista.

António Costa lembrou que esta medida foi criada “para uma situação que foi inesperada. Vamos mantê-la nas férias da Páscoa para as creches, mas não vamos manter para as férias da Páscoa e temos que ter em conta que no dia 9 de abril a decisão que estaremos a tomar é prolongar esta situação e esta medida muito para além das férias da Páscoa”, sinalizando o prolongamento da medida.

Este é o primeiro debate quinzenal depois de decretado o estado de emergência e com funcionamento em formato reduzido. O plenário vai funcionar apenas com um quinto dos deputados, ou seja, 46 dos 230 parlamentares, permitindo garantir a distância de segurança de dois metros nas bancadas.

Notícia atualizada às 16h12 com mais informação

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