Endividamento

Já não consegue pagar todos os empréstimos? Consolidar créditos pode ser solução

Consolidar e saldar dívidas

Para ajudar os consumidores a tirar o melhor partido desta solução, a ComparaJá.pt explica quando vale a pena apostar na consolidação.

O sobre-endividamento não é um tema estranho a muitas famílias portuguesas. Tudo pode ter começado com uma pequena dívida no cartão de crédito que acabou por se acumular com outros empréstimos. Quando menos esperava, já tinha dificuldades em pagar todas as prestações no final do mês.

Entre novembro de 2017 e novembro de 2018, de acordo com dados do Banco de Portugal, o crédito ao consumo aumentou 1207 milhões de euros, totalizando 26 166 milhões. Em novembro de 2018, 11,3% das famílias ainda se encontravam com os seus créditos em dívida.

Uma das soluções para ajudar estas pessoas é o crédito consolidado, ou seja, a junção de todos os créditos (exceto os hipotecários, os comerciais e os renegociados) num só, com melhores condições. Esta solução começou a ganhar popularidade uma vez que o prazo de reembolso é alargado de forma a reduzir as prestações, podem ser conseguidas poupanças com uma eventual redução da taxa de juro e ainda a eliminação de múltiplas comissões. Em alguns casos, o crédito consolidado pode diminuir o esforço mensal das famílias em mais de 60%.

Nesse sentido, a plataforma ComparaJá.pt analisou em exclusivo para o Dinheiro Vivo as ofertas disponíveis no mercado.

Mas em que situações vale a pena consolidar os empréstimos? “Para consolidar créditos é necessário, antes de mais, atentar à ocasião certa”, explica o CEO da ComparaJá.pt, José Figueiredo. “Há sobretudo duas alturas em que se deve considerar pedir um novo empréstimo para pagar empréstimos antigos: num período de queda das taxas de juro ou face à alteração da situação pessoal, nomeadamente pela quebra de rendimentos ou pela acumulação de demasiados empréstimos”.

Queda das taxas de juro
Não é apenas no crédito à habitação que as taxas de juro estão em queda. A TAEG máxima – taxa anual de encargos efetiva global, que mede o custo do empréstimo para o cliente, por ano, em percentagem do montante emprestado – aplicada aos contratos de crédito pessoal e cartões de crédito caiu para metade desde 2012, de acordo com os dados do Banco de Portugal. Neste caso, pode ser vantajoso juntar os empréstimos que já tem num só novo, beneficiando de taxas de juro mais baixas.

Situação pessoal
Num momento em que haja um corte nos rendimentos, mantendo-se os encargos com os empréstimos contraídos, a taxa de esforço de uma família – rácio entre o rendimento mensal e as obrigações creditícias – aumenta. Aqui, a consolidação dos créditos pode ajudar a diminuir os custos que tem com as prestações mensais.

Perante esta opção, o responsável da plataforma de comparação de créditos alerta para o facto de ser “fundamental encarar a consolidação de empréstimos como uma solução para a prevenção do sobre-endividamento. Isto é, as famílias devem procurar este produto logo que a sua taxa de esforço comece a ficar demasiado elevada, e não apenas numa situação limite, quando já acumularam várias prestações em atraso”. José Figueiredo lembra até que nos casos em que o incumprimento se prolonga há vários meses, as instituições nem sequer dão luz verde à possibilidade de consolidação, dado o elevado risco da operação. “As famílias devem analisar regularmente a situação financeira de forma a poderem, caso necessário, agir rapidamente.”

Caso | Que ofertas há no mercado?
Um casal com um filho na faculdade contraiu um crédito pessoal. Acumularam este empréstimo (160 euros/mês) com o da habitação (330 euros) e o crédito automóvel (195 euros). Um imprevisto fez que a família recorresse ao cartão de crédito (150 euros/mês). Com o rendimento de 2000 euros mensais, o casal tem de pagar um total de 835 euros por mês. Nesta situação, a taxa de esforço está nos 42%. O casal optou por deixar o crédito à habitação de fora e consolidar os restantes, que representam um encargo mensal de 505 euros. A dívida conjunta é de 15 mil euros e pretendem alargar o prazo para 72 meses. A opção de crédito consolidado mais vantajosa para esta família é na Younited Credit, que oferece uma TAEG de 8,7% e uma prestação de 259,64 euros, permitindo uma redução de quase metade dos encargos. As melhores opções para este caso são oferecidas pela Younited Credit, Cetelem, Universo, Cofidis e Unibanco, onde as prestações oscilam entre 260 e 295 euros. “A taxa de juro oferecida pelos bancos varia de acordo com a análise feita pela instituição em relação ao risco do cliente”, conclui o CEO da ComparaJá.pt.

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