"Já posso ir ao banco?" pergunta António Costa. "Sim", responde von der Leyen

A Comissão Europeia deu "luz verde" ao plano de recuperação e resiliência de Portugal. Primeiros fundos da bazuca europeia devem chegar ainda em julho.

O plano nacional de recuperação e resiliência (PRR) de Portugal foi aprovado pela Comissão Europeia e os primeiros fundos da bazuca devem chegar ainda em julho, indicou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

Portugal vai ter acesso nos próximos anos a 16,6 mil milhões de euros, distribuídos em 13,9 mil milhões a fundo perdido e os restantes em forma de empréstimo a juros muito baixos. A Comissão validou o PRR nacional e von der Leyen fez questão de fazer o anúncio em Lisboa ao lado do primeiro-ministro, António Costa.

E foi no momento simbólico em que a presidente do executivo comunitário entregou o documento que o primeiro-ministro perguntou "se já podia ir ao banco". Von der Leyen respondeu afirmativamente: "já pode ir ao banco".

Num primeiro momento, Portugal poderá receber logo 13% de pré-financiamento do montante total, logo que os Estados-membros aprovem no Conselho a recomendação do executivo comunitário.

(o vídeo do momento)

A presidente da Comissão Europeia acredita que os investimentos previstos no plano de recuperação e resiliência vão permitir uma "transformação profunda da economia portuguesa".

"As reformas e os investimentos previstos neste plano permitirão a Portugal sair da crise da covid-19 mais forte, mais resiliente e mais bem preparado para o futuro", afirmou Ursula von der Leyen.

"O vosso êxito será o nosso êxito. Um êxito europeu", frisou a líder do executivo comunitário.

As metas

"Este plano não é um cheque em branco, tem metas e objetivos, e isso para nos é uma motivação acrescida. É por isso que estamos a trabalhar com todos os parceiros e queremos lançar muitos destes instrumentos já nos próximos dias", prometeu o primeiro-ministro

Costa apontou o objetivo de ter "empresas mais competitivas, uma economia mais justa e melhor emprego. É um plano ambicioso e duradouro. Este não é um plano só para responder a esta crise, é para nos permitir ir mais além na convergência com a União Europeia."

Objetivos que passam pela "saúde, melhor habitação, melhor qualidade de vida dos nossos idosos" e com apostas estratégicas nas florestas e mar. Começamos hoje a construir o nosso futuro e esta escola de Ciência Viva que visitámos é o símbolo desse desenvolvimento. de um país que queremos construir para as próximas gerações. Vvamos acrescentar mais 650 clubes de ciência viva, queremos uma nova geração mais desperta para a ciencia, mais criativa e inovadora e que possa impulsionar um pais mais próspero."

O primeiro-ministro recusou a ideia de que o PRR português é mais lento na execução quando comparado com outros Estados-membros.

"O nosso plano não está desenhado para ser uma corrida de 100 metros", afirmou António Costa na conferência conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Para o primeiro-ministro "a questão da chegada do dinheiro não é o mais importante", reconhecendo, contudo, que quanto mais cedo chegar melhor.

O chefe do governo sublinhou a "dimensão histórica" do mecanismo europeu de recuperação e resiliência, lembrando que "é a primeira vez que a União Europeia avança com um instrumento orçamental para responder à crise."

Também a presidente da Comissão apontou o momento "histórico deste mecanismo" que é o maior pacote de investimento na Europa desde o Plano Marshall.

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