Jardim: “Desemprego aumentará se não se alterarem as políticas”

Alberto João Jardim
Alberto João Jardim

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, alertou hoje que o desemprego vai continuar a aumentar se não for alterada a política económica e que é necessário “puxar pela imaginação” para arranjar soluções para o travar.

“Não vale a pena estar a chorar. Enquanto não se alterar a política
económica e a política financeira, o desemprego tende a aumentar”, disse quando questionado sobre os novos indicadores, anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na terça-feira e que coloca a Madeira como a terceira região do país com maior taxa de desemprego.

“Os senhores jornalistas, às vezes, cultivam um pouco a Madeira ser o
umbigo do mundo. A Madeira está hoje totalmente dependente do que se
passar, nem sequer à escala da República portuguesa, que essa também
hoje já pouco conta no mundo”, afirmou.

Aliás, “hoje estamos claramente nas mãos de uma
estratégia internacional que nos leva a privilegiar as grandes
instituições financeiras, o grande capital internacional, a criação de
um governo mundial, que é isso que se está a fazer, rebentando com as
classes médias de todos os países”, salientou ainda Alberto João Jardim.

A taxa de desemprego portuguesa atingiu os 15% da população ativa no segundo trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo dados divulgados ontem pelo INE.

De acordo com o Instituto, o valor mais alto do país pertence à região de Lisboa, que tem uma taxa de desemprego de 17,6%, seguindo-se o Algarve (17,4%), a Madeira (16,8%), os Açores (15,6%) e o Norte (15,2%), todas também com taxas acima da média nacional.

Aos jornalistas, o chefe do executivo insular garantiu que “se não fossem as medidas do Governo Regional” a região tinha “menos cinco mil empresas neste momento” e “menos 15 mil postos de trabalho”. E acrescenta: “E, mesmo assim, com esta situação, há um mês atrás havia uma muito maior criação de empresas do que extinção de empresas”.

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