Função Pública

Jerónimo avisa Costa que “sem aumentos salariais” os “problemas vão aumentar”

Lisboa, 18/02/2020 - Plenário da Assembleia da República - Debate quinzenal com o primeiro ministro.
Primeiro Ministro António Costa com os restantes ministros que compõem o governo.
Jerónimo de Sousa - PCP
(Leonardo Negrão / Global Imagens)
Lisboa, 18/02/2020 - Plenário da Assembleia da República - Debate quinzenal com o primeiro ministro. Primeiro Ministro António Costa com os restantes ministros que compõem o governo. Jerónimo de Sousa - PCP (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Para o secretário-geral do PCP, fazer subir salários é uma "emergência nacional".

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, avisou esta terça-feira o primeiro-ministro que “sem aumentos” salariais “para todos” na função pública o Governo comete “uma injustiça” e “os problemas vão aumentar”.

“Tenha atenção que se não existir um aumento para todos isso será uma injustiça e os problemas vão aumentar”, afirmou Jerónimo de Sousa durante o debate quinzenal, no frente-a-frente com António Costa, em que reclamou uma valorização salarial na administração pública e no setor privado como uma “emergência nacional”.

Em tom de desafio, o secretário-geral comunista afirmou que o que foi avançado pelo Governo “na valorização salarial não faz justiça aos funcionários da administração pública e não chega para recuperar o poder de compra”.

E, para as negociações com os sindicatos da administração pública fez mais um repto, para que o executivo decida “negociar” em vez de se “ficar apenas pelos apelos genéricos”.

Quando chegou a vez de responder, António Costa pediu a Jerónimo de Sousa para não desvalorizar o que foi alcançado nos últimos anos – quando o PCP teve um acordo de incidência parlamentar com os partidos de esquerda – e com o descongelamento de carreiras na função pública.

Pelos cálculos de Costa, este descongelamento “significará um aumento de 2,9% do conjunto da massa salarial”.

E foi quando retomou a palavra para fazer uma segunda pergunta, sobre as Parcerias Público-Privadas na saúde, que o líder socialista deixou o alerta quanto à possibilidade de “os problemas” irem aumentar se não houver aumentos.

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