Salários

Jovens licenciados portugueses com maior probabilidade de terem salários baixos

Foto: Global Imagens
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OCDE revela que os jovens portugueses com ensino superior têm também maiores dificuldades em chegarem a patamares salariais mais elevados.

A perspetiva não é a mais otimista para quem entrou nos últimos anos ou está prestes a entrar no mercado de trabalho. A probabilidade de os jovens licenciados portugueses terem salários baixos é uma das mais elevadas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE).

Num relatório divulgado esta quinta-feira, dia 25 de abril, a OCDE refere que “os maiores aumentos na probabilidade de baixos salários foram registados em Portugal (16 pontos percentuais), Irlanda (17 pontos percentuais) e Espanha (20 pontos percentuais).” Os dados analisados pela organização no “Employment Outlook 2019” referem-se às variações percentuais entre 2006 e 2016, quando o ganho mensal mediano era de 800 euros, de acordo com as estatísticas do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A organização considera que um salário baixo corresponde a dois terços do ganho mediano, enquanto um salário elevado equivale a 1,5 vezes o ganho mediano.

Mas o problema também se coloca, ainda que em menor grau, para os jovens com qualificações médias. A probabilidade deste grupo ter um salário baixo também aumentou em dez anos. Neste caso, Portugal surge a meio da tabela, acima, mas muito próximo da média da OCDE.

Os jovens licenciados portugueses têm uma dificuldade adicional comparando com os pares da OCDE. Além de a probabilidade de terem salários baixos ser das mais elevadas, também chegar a patamares de remuneração mais elevados também se revela difícil.

Na análise da organização, a probabilidade é a mais baixa entre os 32 membros da organização. De acordo com os dados, um jovem com o ensino superior tem apenas 25% de hipóteses de chegar a um salário elevado. Tendo em conta o conceito adotado, significa ter um ganho mediano de cerca de 1.350 euros mensais.

O período engloba a entrada na crise, o resgate financeiro e a “saída limpa” do programa de ajustamento da troika.

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