O juiz Carlos Alexandre manteve o interrogatório a António Mexia e Manso Neto, no âmbito do processo de instrução das “rendas excessivas”, apesar de a defesa ter apresentado na semana passada um pedido para afastar o juiz do caso, noticia o Jornal de Notícias.
A defesa dos presidentes da EDP e EDP Renováveis deu entrada no Tribunal da Relação de Lisboa com um pedido para afastar Carlos Alexandre, a alegando que o magistrado é parcial nas suas decisões, estando alinhado com a posição do Ministério Público, pelo facto de ter agendado os interrogatórios para medidas de coação, apenas três meses depois de ter assumido processo. Dizem ainda que o juiz pretende acumular processos no Tribunal Central de Instrução Criminal para duplicar salário.
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Os interrogatórios de António Mexia e João Manso Neto, marcados por Carlos Alexandre, estavam agendados para esta semana, tendo o juiz mantido a audição dos gestores.
António Mexia e João Manso Preto estão a ser ouvidos no âmbito do caso das chamadas “rendas excessivas” que tem como figura central o antigo ministro Manuel Pinho.
Manuel Pinho, segundo o Ministério Público, terá no âmbito das suas funções favorecido a EDP, permitindo à empresa receber 1,2 mil milhões de euros. Em troca, terá auferido 600 mil euros, através da Universidade de Columbia, nos EUA.
