Turismo

Julho e agosto atraem 400 mil portugueses às praias algarvias

Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens
Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens

Neste verão, os turistas nacionais já suplantam os ingleses na região. Taxa de ocupação deve chegar a 95%. Outros destinos ganham força

O Algarve, destino predileto de férias dos portugueses, está a contar receber, entre julho e agosto, 400 mil turistas nacionais. Apesar desta habitual concentração na região algarvia, locais como Porto Santo, Açores e o Norte do país estão a assumir relevância nas escolhas para férias dos portugueses. Há ainda quem rume além-fronteiras e aí o grande foco está em Cabo Verde.

“Os turistas nacionais estão a optar nestas férias por destinos no mercado interno e o Algarve ressente-se positivamente dessa opção”, diz Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). Em julho, as taxas de ocupação da hotelaria algarvia estão nos 85% e para agosto a estimativa aponta para 95%.

No verão, os portugueses sobem ao topo do ranking das nacionalidades que assentam arraiais nas praias algarvias, destronando os ingleses. Como frisa Elidérico Viegas, nos primeiros seis meses do ano, registou-se um aumento de 6% na procura dos nacionais e “essa foi a principal razão para que o Algarve tenha as taxas de ocupação ao nível do ano passado”.

Ilhas em destaque
A Agência Abreu, a maior e mais antiga do país, reconhece que o Algarve é o destino de excelência dos portugueses para este verão, mas a Madeira, especialmente Porto Santo, e os Açores destacam-se claramente entre as opções de férias. Segundo António Loureiro, diretor da Travelport, Porto Santo regista o maior crescimento nos destinos nacionais.

A taxa de ocupação do hotel Vila Baleira, em Porto Santo, está, em julho, nos 95% e as perspetivas para agosto apontam para números idênticos. Segundo Bruno Martins, diretor da unidade do grupo Ferpinta, os charters para a ilha estão cheios.

O Pestana Hotel Group tem sentido também muita procura pelos seus hotéis no Algarve e em Porto Santo. “As taxas de ocupação rondarão os 90%”, disse fonte empresarial. O grupo liderado por Dionísio Pestana adianta que, para as pousadas de Portugal, as regiões eleitas são o Norte e o Centro. A Agência Abreu sente igualmente essa tendência e realça mesmo que o Norte, Alentejo e Centro assumem cada vez mais relevância enquanto destinos de férias dos portugueses.

O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) estima que as dormidas do mercado nacional na região irão crescer de 6% a 7% e os proveitos entre 12% e 15%. As taxas de ocupação para os meses de julho e agosto deverão rondar os 75% e 80%, com o mercado nacional a representar entre 45% e 48% das dormidas. O presidente da TPNP prevê que neste verão a região consolide o terceiro lugar no ranking das dormidas entre os turistas nacionais.

A Vila Galé, que além dos nove hotéis no Algarve, com níveis de ocupação semelhantes a 2018, está a consolidar a operação nas unidades que abriu recentemente no Douro, Elvas, Sintra e Braga, adianta fonte do grupo. A aposta tem sido lançar novas propostas que envolvem as unidades próximas de património mundial da UNESCO.

Cabo Verde afirma-se
Cabo Verde, Marrocos, Porto Santo, Cuba e S. Tomé são os cinco destinos mais vendidos pelos principais operadores turísticos.

Segundo António Loureiro, a taxa de crescimento das reservas neste verão é de 3,7%, uma das mais altas da Europa comunitária, o que ilustra o maior poder de compra dos portugueses. O responsável da Travelport diz ainda que os destinos mais longínquos captaram muitos portugueses, como as Maldivas, o Egito e a Tunísia.

Famílias em férias contam gastar entre 538 e 1900 euros
As férias dos portugueses vão custar, em média, 1350 euros para aqueles que optam por um destino dentro do país e deverão ultrapassar os 1900 euros para os que rumam além-fronteiras. O Observador Férias 2019 da Cetelem adianta ainda que os portugueses que vão aproveitar o período de descanso do estio para ficar por casa preveem um dispêndio de 538 euros. A faixa etária entre os 35 e os 44 anos é a que estima gastar mais dinheiro, admitindo despender um valor médio de 1615 euros. A deslocação é uma das despesas mais apontadas pelos inquiridos no estudo da empresa, com o valor médio previsto a rondar os 291 euros. Mais de um terço vai optar pelo regime de tudo incluído, o que determina um gasto médio de dois mil euros. Os residentes na região Norte são os que admitem despesas mais elevadas em refeições, viagens, estadias, compras e presentes.

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