Juros dos certificados de aforro baixam para 1,058% em fevereiro

Os certificados de aforro vão ter uma nova série (a D) a partir de segunda-feira e vão arrancar com uma taxa de juro de 1,058%. Este valor reflete a nova formula de cálculo dos juros dos CA que já tinha sido sinalizado pelo Governo . Nos certificados do tesouro também há mudanças: a rendibilidade máxima no final do prazo baixa dos atuais 5% para 3,25%.

A nova taxa dos certificados traduz um corte para cerca de metade face à remuneração atual. Num comunicado divulgado pelo IGCP (a Agência responsável pela gestão da dívida pública) refere-se que a taxa de juro da nova série D é calculada com base na média dos valores da Euribor a 3 meses nas 10 sessões anteriores, acrescida de 1%, não podendo resultar daqui uma taxa acima de 3,5% e inferior a 0%.

No modelo que vigorou até agora - e que se mantém válido para as subscrições da série C realizadas até ao final de janeiro - a taxa de juro corresponde a 85% da média da euribor a três meses acrescida de 0,25 pontos e de um prémio de 2,75 pontos, que estará ativo até ao final de 2016. Tudo isto fez com que a taxa em vigor em janeiro fosse de 3,069% - quase o dobro da que estará disponível para as futuras novas subscrições. Se esta fórmula se mantivesse, em fevereiro, as aplicações em CA deveriam render um juro próximo dos 3,049%.

Nos Certificados do Tesouro Poupança Mais, o Governo decidiu balizar a sua remuneração entre 1,25% no primeiro ano de subscrição 3,5% no quinto ano. Até agora esta arrancava em 2,75% no primeiro ano, chegando aos 5% no final da maturidade.

As mudanças nas taxas de juro a foram anunciadas em meados de janeiro e justificadas pela necessidade aproximar os encargos com estes títulos de dívida de retalho aos que o Estado paga quando vai ao mercado para se financiar e das taxas que estão a ser praticadas pela banca. De então para cá registou-se uma forte procura por estes títulos de dívida pública.

Os valores finais não foram ainda divulgados, mas as aplicações em CA e CTPM em janeiro devem ter chegado a mil milhões de euros. No início desta semana as entradas de dinheiro tinham já superado os 750 milhões de euros, mais de metade dos quais só nestes últimos dias.

Os certificados começaram a perder o interesse dos aforradores na década passada e entre 2008 e 2012 o valor de resgates superou sempre o de novas subscrições. Esta tendência inverteu-se em meados daquele ano quando o Governo decidiu alterar a remuneração dos CA e dos CT, adicionando-lhes prémios que se mantém válidos até ao final de 2016.

No ano passado, aproveitando o dia mundial da poupança, o Governo avançou com os novos certificados do tesouro poupança mais, sendo este o produto que mais atenções e interesse tem tido.

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