Klaus Regling considera "um pouco exageradas" as decisões do TC

O director executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira afirmou hoje, no Luxemburgo, antes da reunião do Eurogrupo, que o Tribunal Constitucional "não tem tornado a vida fácil" ao Governo português. Klaus Regling considera que comparativamente com outros países, as decisões do TC têm sido "exageradas".

"O Tribunal Constitucional não tem tornado fácil a vida deste governo, por se tratar da sexta ocasião em que certas medidas são declaradas inconstitucionais. Não critico isso. É apenas um pouco exagerado, comparando com outros países europeus", afirmou.

Regling acredita que os mercados já esperavam, "como no passado", que o Governo apresente "medidas compensatórias", considerando que, por essa razão, e não o chumbo do tribunal, não teve qualquer reflexo na confiança no país.

"Não creio que haja uma confiança cega. Mas há alguma confiança, porque os mercados esperavam que o Tribunal Constitucional viesse com um novo chumbo. Mas, esperam também que, como no passado, o governo português tome novamente medidas compensatórias", disse o director executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira.

Regling frisou que neste momento, a situação dos mercados permite ao país taxas de juro "mais baixas" do que aquelas que são praticadas pelo FMI.

"Creio, dada a situação dos mercados, que é positiva por agora, Portugal, como outros países da zona euro, não têm problemas em obter dinheiro nos mercados de financiamento a taxas muito razoáveis. Os juros a 10 anos, para Portugal, estão a 3 e meio por cento. O que, na verdade, é mais barato do que o dinheiro do FMI", afirmou.

Já o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem espera conhecer já hoje, pelo menos a data em que o governo vai apresentar alternativas.

"O governo português está motivado e comprometido para avançar com medidas compensatórias. Não apenas sobre as últimas apreciação do Tribunal Constitucional. Mas, também sobre outra que está pendente e que consideraremos no mesmo momento. Não sei qual será a data para isso acontecer, mas provavelmente a ministra vai dizer-nos algo mais, hoje", espera o presidente do Eurogrupo.

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