Grécia

Klaus Regling recusa qualquer alívio à dívida grega

Diretor do Mecanismo Europeu defende que condições favoráveis já oferecidas à Grécia equivalem a corte de 50% na dívida

Klaus Regling, diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira, voltou a negar qualquer hipótese dos credores da Grécia avançarem com uma renegociação da dívida pública do país ou mesmo de aliviarem os custos dessa mesma dívida.

Em entrevista publicada no site do Parlamento Europeu, Regling aponta que “não há necessidade de avançar com um alívio nominal” da dívida grega, apontando que essa hipótese “não está em cima da mesa” e que o próprio “FMI também não a propôs”.

“E explico porquê: A Grécia já beneficia significativamente com os empréstimos do MEE e do MEEF. Desembolsámos cerca de 143 mil milhões de euros, o que equivale a 45% do total da dívida grega. E quando o fizemos, fizemos em condições favoráveis. Estes empréstimos apresentam uma maturidade média de 32 anos e uma taxa de juro baixa, actualmente a rondar 1%, já que estamos a cobrar apenas o que o financiamento nos custou”, explicou Regling.

Para o diretor do MEEF, estas “condições generosas” oferecidas a Atenas “já poupam imenso dinheiro ao Orçamento do país todos os anos. Estes ganhos (…) são de tal forma substanciais que até podem ser vistos como um corte da dívida, na perspectiva grega”. E detalhou: “Se juntarmos todas as condições favoráveis presentes nos empréstimos europeus, podemos falar num corte da dívida equivalente a 50%. Mas isto é muito diferente de uma redução da dívida nominal. Este tipo de abordagem não leva perdas aos credores.”

Klaus Regling admitiu no entanto que a Grécia poderá ter direito a novas melhorias nas condições de financiamento desde que cumpra integralmente aquilo que acordou com os credores nas negociações para o terceiro resgate do país.

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