política internacional

Kremlin pede contenção na atribuição de culpas nos ataques a petroleiros em Omã

An oil tanker is seen after it was attacked at the Gulf of Oman, in waters between Gulf Arab states and Iran, June 13, 2019. ISNA/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. NO RESALES. NO ARCHIVES
An oil tanker is seen after it was attacked at the Gulf of Oman, in waters between Gulf Arab states and Iran, June 13, 2019. ISNA/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. NO RESALES. NO ARCHIVES

Um petroleiro norueguês e outro japonês foram atacados quando navegavam no golfo de Omã, junto ao estreito de Ormuz, ao largo do Irão.

O Kremlin pediu hoje contenção na atribuição de acusações “sem fundamento” sobre a autoria dos recentes ataques a dois petroleiros no golfo de Omã, alertando que o incidente pode destabilizar as bases da economia mundial.

“Este tipo de incidentes podem realmente destabilizar os fundamentos da economia global. Assim, dificilmente, podemos ter em conta as acusações sem fundamento”, afirmou o porta-voz presidencial, Dimitri Peskov, ao canal de televisão Rossiya 1.

Neste sentido, Peskov pediu a todas as partes contenção na atribuição de acusações, vincando que é importante aguardar por informações credíveis.

“Reiteramos o pedido para que analisem, de forma sóbria, a situação, aguardando pela divulgação de alguns dados convincentes”, referiu o representante do Kremlin.

Na quinta-feira, um petroleiro norueguês e outro japonês foram atacados quando navegavam no golfo de Omã, junto ao estreito de Ormuz, ao largo do Irão.

Um dia depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, afirmou que a responsabilidade pelos ataques é “quase de certeza” do Irão.

“Condeno os ataques […] contra dois navios no golfo de Omã. A nossa própria avaliação leva-nos a concluir que a responsabilidade pelos ataques recai quase de certeza no Irão”, disse, em comunicado, o chefe da diplomacia britânica, secundando a posição dos Estados Unidos.

Jeremy Hunt apelou na altura ao Irão para que acabe com toda a “atividade desestabilizadora”, sublinhando que o Reino Unido “está em estreita coordenação com os parceiros internacionais para encontrar soluções diplomáticas que visem acalmar as tensões”.

Também os Estados Unidos culparam o Irão pelo ataque, apesar de Teerão ter declarado não estar envolvido e ter acusado Washington de uma “campanha iranofóbica”.

De acordo com o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, a acusação é baseada em vários fatores: o tipo de armas usadas, o nível de conhecimento necessário para executar a operação e os recursos para agir com tal nível de sofisticação.

“Se ter o nível necessário de especialização é considerado um argumento convincente para determinar que foi o Irão, isso também se aplicaria aos Estados Unidos e a Israel”, disse à agência Kyodo fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês.

Neste sentido, o Governo de Tóquio acredita que as explicações de Washington não têm ajudado a “ir além da especulação”.

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