Emprego

Laboratório para gestão da floresta e dos fogos abre mais de 20 vagas

Eucaliptos. Fotografia: D.R.
Eucaliptos. Fotografia: D.R.

Laboratório instalado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro abriu mais de duas dezenas de vagas para investigadores e gestores de projeto.

O Laboratório Colaborativo para a gestão integrada da floresta e fogo (CoLAB ForestWISE), instalado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), abriu mais de duas dezenas de vagas para investigadores e gestores de projeto, foi hoje anunciado.

Segundo explicou o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) em comunicado, as “mais de duas dezenas de vagas” são direcionadas a doutorados com experiência em gestão de projetos relacionados com a floresta e com o fogo, mas também a gestores de projetos em qualquer “domínio de atividade”.

“A equipa técnica do ForestWISE (…) será constituída nesta fase de arranque, por cerca de 25 elementos, número que se prevê gradualmente duplicar até ao final do quinto ano de atividade”, salientou o instituto.

José Manuel Mendonça, presidente do Conselho de Administração do ForestWISE, que falava à agência Lusa a propósito do arranque das atividades do ForestWISE, adiantou que os cerca de 25 profissionais, ao serem “os quadros técnicos” do laboratório, vão “articular com as centenas de envolvidos, os projetos e as atividades” a serem desenvolvidos no âmbito da agenda de investigação e inovação.

“Durante vários meses, os diferentes ‘stakeholders’ do projeto desenharam uma agenda de inovação e investigação e definiram quais são as áreas prioritárias em que vamos trabalhar (…) e isso inclui os sistemas de emergência, o gerenciamento da floresta e a monitorização dos combustíveis”, frisou José Manuel Mendonça, também presidente do Conselho de Administração do INESC TEC.

O ForestWISE, que conta com 16 parceiros, desde entidades públicas e privadas, empresas do setor florestal e energético, instituições do ensino superior e de investigação, visa a gestão sustentável da floresta e a otimização dos processos associados à gestão dos incêndios rurais.

“Era preciso criar algo mobilizador, integrador e que reunisse competências de investigação e interesses empresariais”, frisou José Manuel Mendonça, adiantando que “a floresta produtiva, saudável e estratégica é importante, mas é preciso controlar o problema do fogo”.

“A população tem de saber que as universidades, as empresas e as instituições públicas deram as mãos e fizeram um pacto para criar conhecimento com capacidade útil e aplicável para combater este drama e resolver estes desafios”, apontou.

À Lusa, José Manuel Mendonça avançou que além da sede do ForestWISE em Vila Real, nas instalações da UTAD, prevê-se a “expansão” e instalação de outros polos no centro do país.

“A ideia é que este conhecimento e boas práticas sejam para aplicar e não para ficar nos laboratórios e nos artigos científicos”, concluiu.

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