Aeroporto de Lisboa

Lacerda Machado: “Ainda bem que vai haver obras” no aeroporto de Lisboa

Diogo Lacerda Machado Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Diogo Lacerda Machado Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

O administrador não executivo da TAP Diogo Lacerda Machado saúda as obras no aeroporto de Lisboa, apesar de o diretor de operações estimar que causem perda de receita de 12 milhões de euros à empresa no primeiro semestre de 2020.

“Ainda bem que vai haver obras na Portela [localização do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa]. Já devia era ter havido há 50 anos”, disse hoje Diogo Lacerda Machado à Lusa, à margem do Seminário de Comunicação e Cooperação Financeira Internacional, organizado pelo Bank of China num hotel em Lisboa, no âmbito da iniciativa chinesa “Uma Faixa, Uma Rota”.

O administrador disse que se vai passar “um período mais difícil, mas finalmente começa a fazer-se alguma coisa num aeroporto que está totalmente congestionado”.

“Nós temos um drama brutal com as nossas infraestruturas aeroportuárias, com certeza que o ideal era não haver nenhuma interrupção em tempo nenhum, mas olhe, ainda bem que vai haver obras”, afirmou à Lusa.

Na quinta-feira, a TAP estimou que a perda de receita associada às obras no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, no primeiro semestre de 2020 se situe em 12 milhões de euros e antevê a possibilidade de constrangimentos, como cancelamentos ou atrasos de voos.

“A TAP estima que a perda de receita associada ao período de obras no aeroporto se situe em, pelo menos, 12 milhões de euros, fruto da redução ou eliminação dos voos vendidos com ligação em Lisboa e redução do número de passageiros que voam com a TAP, no âmbito do seu modelo de operação como companhia de ‘hub’ baseado no Aeroporto Humberto Delgado”, disse o Chief Operating Officer (COO) da TAP, Ramiro Sequeira, à Lusa.

O responsável da TAP disse à Lusa que o calendário e período de obras recentemente anunciados foram coordenados entre as várias entidades e as companhias aéreas e que, em resultado disso, “já não foram atribuídas faixas horárias para operação durante o período previsto de fecho da pista: 23:30 às 05:30, horas locais, em todas as noites de domingo a quinta-feira, entre os dias 06 de janeiro e 30 de junho”.

Com isto, a TAP “não pôde programar nenhum voo para operar dentro desse horário, tendo já procedido à reorganização da sua rede, de forma a acomodar da melhor forma possível essa alteração e reduzir, ainda que não eliminando totalmente, o impacto financeiro que a mesma acarreta para a companhia aérea”, afirmou Ramiro Sequeira.

A companhia aérea de bandeira lembra, contudo, que concorda com a necessidade de obras no aeroporto em Lisboa, apesar de ter “reservas sobre a solução técnica” das duas saídas rápidas de pista que vão ser construídas.

“Concordamos que tem que haver obra, tem é que haver a obra certa”, referiu Ramiro Sequeira.

Hoje, questionado pela Lusa sobre o impacto ambiental da construção de um novo aeroporto (Montijo) e aumento do Humberto Delgado, Diogo Lacerda Machado disse que, para a TAP, o ambiente “é um aspeto da maior importância”, algo que a recente compra de aviões mais eficientes comprova.

Já sobre uma potencial rota da TAP para a China, Diogo Lacerda Machado disse que “o mundo da TAP é sobretudo o mundo do Atlântico”, mas sugeriu que a companhia de bandeira deve estar atenta “aos jogos das grandes alianças” na região.

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