Agricultura

Laranja do Algarve poderá ser a nova exportação do Lidl

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Cadeia alemã trabalha há dez anos com cooperativa algarvia a quem compra 80% dos citrinos certificados.

Mais de 41 mil toneladas de compras de laranjas e outros citrinos do Algarve depois, o Lidl está a estudar com a cooperativa Cacial a entrada deste produto algarvio nos supermercados da cadeia alemã no exterior. “Estamos a trabalhar com o Lidl no sentido de fazer sair os nossos citrinos para a cadeia fora de Portugal”, adianta Horácio Ferreira, diretor-geral da Cacial.

O Lidl não se compromete com uma data para a entrada do produto no lote de exportações de frutas e legumes nacionais, à semelhança do que já faz com a pera-rocha, frutos vermelhos ou maçã de Alcobaça. Só em 2018, colocou 15 mil toneladas de frutas e legumes nacionais (+13%) em supermercados Lidl na Alemanha, Áustria, Espanha, Irlanda, Luxemburgo, Reino Unido e Polónia.

Neste momento trabalhamos o mercado nacional com a Cacial. É um parceiro muito importante não só na laranja mas também na clementina e no limão”, precisa Pierre Silva, diretor de compras de frutas e legumes do Lidl Portugal. É a região norte que mais consome os citrinos do Algarve, responsável pelo consumo de 35% das 41,5 mil toneladas de citrinos compradas à Cacial nos últimos cinco anos.

O trabalho com a cooperativa, com cerca de 40 associados, 200 produtores e cerca de mil hectares de pomar, começou há dez anos com a laranja com indicação geográfica protegida (IGP), a laranja do Algarve, assegurando o Lidl a compra de 80% da produção da Cacial nesta categoria. Seguiu-se a clementina e só nos últimos dois anos o limão.

A produção de limão “não tinha o mesmo nível de organização do que as laranjas e as clementinas, por isso, levou mais tempo a que levasse a um trabalho regular com o Lidl”, explica Horácio Ferreira. Aumentar a oferta de limão é o objetivo. “Estamos a verificar quais as melhores zonas das que temos (para o limão) e incentivar alguns produtores, em boas zonas, a alterarem um pouco a sua produção”, diz.

Apesar da pouca chuva, a produção não foi afetada. “Tivemos uma grande produção de citrinos, mas o calibre não foi o melhor”, diz Horácio Ferreira, que estima um aumento de 30% da produção da Cacial, acima da média de 27 mil toneladas – no Algarve deverá “ultrapassar seguramente as 360 mil toneladas”, acima das 250 a 300 mil toneladas habituais – que é colhida dos pomares espalhados pelo Algarve, de Tavira a Silves, e enviada para o armazém de embalamento em Almancil, onde trabalham cerca de cem pessoas.

No espaço, onde embalam para várias insígnias nacionais e também para o mercado externo, estão a realizar um investimento de 170 mil euros, para reduzir em 50% o plástico usado.

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