Orçamento do Estado

Leão admite Orçamento Retificativo no final do ano. Para já não vê necessidade

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA

João Leão confirmou aos deputados que o défice para este ano será de 7% e culpou as medidas aprovadas pela oposição no parlamento.

O ministro das Finanças admitiu esta quarta-feira, 17 de julho, a hipótese de apresentar alterações ao Orçamento “no final do ano”, mas para já, não “antevê essa necessidade”.

“Neste momento, em função da evolução atual, não antevemos a necessidade de fazer este ano uma retificação ao orçamento”, começou por referir o João Leão na comissão de Orçamento e Finanças no âmbito da audição sobre a Conta Geral do Estado de 2018.

Na resposta ao deputado social-democrata Afonso Oliveira, o ministro lembrou que “o PSD fez oito orçamentos retificativos, mas não antevemos a necessidade, mas se houver necessidade no final do ano faremos uma alteração, mas neste momento não antecipamos essa necessidade”, frisou o governante que antes assumiu que o Governo está “disposto a fazer revisões que achar convenientes e no momento oportuno.”

Num primeiro momento, o responsável das Finanças afirmou que “neste momento ainda não antevemos uma necessidade de fazer ainda este ano uma retificação ao Orçamento”, mas pouco depois, numa resposta à bancada do PSD indicou que “se houver necessidade no final do ano faremos uma alteração”.

João Leão lembrou que “as projeções económicas têm sido feitas num contexto de elevada incerteza e com alterações significativas e que o Governo estará disposto, a seu tempo e em função da evolução da pandemia e da conjuntura económica, a fazer a atualização das suas projeções que achar convenientes”, sendo que o défice previsto para este ano passou de 6,3% do PIB para “cerca de 7%”, segundo as estimativas atualizadas pelo Executivo, agravando em sete décimas o valor inicial.

A pandemia de covid-19 obrigou o Governo a refazer as contas para este ano em que previa um excedente orçamental de 0,2% do PIB, apontando para uma quebra do PIB de 6,9%, mesmo assim uma contração da economia mais otimista do que a maior parte das instituições que publicam previsões oficiais. A última, da Comissão Europeia aponta para uma queda do PIB de quase 10%.

Notícia atualizada às 13h20 com mais informação

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