Poupança para a Vida

Leão Martinho “Mantenho um perfil conservador nas aplicações que faço”

Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas.
(Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens)
Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas. (Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens)

O bastonário da Ordem dos Economistas está consciente da necessidade de fazer poupança complementar, mas é conservador na forma como investe.

O bastonário da Ordem dos Economistas é conservador no modo como investe. Ciente da necessidade de complementar a reforma garantida pela Segurança Social, Rui Leão Martinho tem optado por PPR e produtos similares para aplicar as suas economias.

Qual era a sua relação com o dinheiro?
Comecei por receber uma mesada, mas, aos 16 anos, comecei a ganhar dinheiro dando explicações de matemática. Depois da entrada na Faculdade (ISCEF), tive empregos em part-time e dei aulas. Isso proporcionou-me uma certa autonomia e permitiu-me começar a gerir o meu próprio orçamento.

A poupança foi um conceito sempre presente?
Tradicionalmente, o conceito de poupança era ensinado e transmitido pela família, desde cedo. Porém, o seu significado só era entendido devidamente a partir da fase em que já havia a possibilidade de poupar. Normalmente, tendo sempre em vista algo que se pretendia mais tarde obter.

Qual a estratégia que adotou ao longo da vida?
Tenho mantido uma visão cautelosa de aplicação das minhas poupanças. Embora possua conhecimento aprofundado dos mercados financeiros e da economia, até pela minha atividade de mais de 40 anos na área financeira, procuro sempre manter um perfil conservador nas aplicações que faço e monitorizo-as com atenção, para minimizar possíveis perdas.

Além da poupança no dia-a-dia, optou por algum tipo de produtos?
Desde o início que tive aplicações em produtos como PPR, com o intuito de preparar a reforma. É importante desde cedo complementar a reforma da Segurança Social, tanto mais que a esperança de vida tem vindo felizmente a aumentar e são normalmente os últimos anos da nossa existência os que mais esforço financeiro pedem.

Tudo envolve risco. Mas devemos tentar minimizá-lo ao máximo.

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