internacionalização

Lemar. Tecidos portugueses nos biquínis da Onda de Mar

Alfredo Araújo, o chairman da Lemar
Alfredo Araújo, o chairman da Lemar

A 29ª edição da Colombiatex, a principal, mostra da indústria têxtil na América Latina, termina quinta-feira em Medellín

A Onda de Mar é uma marca colombiana de biquínis e fatos de banho que conquistou o seu lugar no mundo dos artigos de luxo. O que talvez não saiba é que entre os seus fornecedores de tecidos está uma empresa portuguesa, a Lemar. A empresa de Guimarães está na Colômbia à procura de mais clientes.

De regresso ao leque de expositores da Colombiatex após um interregno de dois anos, a Lemar está à procura de um representante local. “Sentimos uma certeza dificuldade, ainda não conseguimos encontrar um agente capaz no mercado”, diz Alfredo Araújo, o chairman da têxtil de Guimarães. A verdade é que, embora o mercado colombiano represente, ainda, muito pouco nas exportações da empresa, a Lemar tem já aí um cliente de referência no segmento de praia e banho, a Onda de Mar, mas quer alargar a sua presença. “Os nossos tecidos são muito bem aceites, mas precisamos de ter quem acompanhe diretamente o mercado e os clientes”, destaca o empresário, que falou ao Dinheiro Vivo no seu stand na Colombiatex.

Empresa familiar, fundada em 1939, a Lemar – Leandro Magalhães de Araújo e filhos Lda dá emprego a cerca de meia centena de trabalhadores. Consciente da necessidade de alargar horizontes, lançou-se nos mercados externos há cerca de 18 anos. Hoje, o mercado nacional não vale mais de 20% das vendas. Itália e Estados Unidos são os principais destinos das suas exportações, mas também o Reino Unido, a França e o Japão, entre outros. Sem esquecer “uma perninha” na China.

Questionado sobre as expectativas que tem face ao novo presidente dos Estados Unidos atendendo às promessas que fez de não levar por diante o acordo de comércio com a União Europeia, Alfredo Araújo mostra-se pouco preocupado. “Vamos esperar para ver, há que lhe dar o benefício da dúvida. A verdade é que me fere mais, pessoalmente, termos um país irmão como o Brasil em que os nossos produtos pagam 50 e 60% de direitos para entrarem do que o caso americano onde, mesmo sem acordo comercial, temos vindo a crescer sempre, de ano para ano”, frisa.

Com uma capacidade de produção de dois milhões de metros ao ano, a Lemar está a investir na renovação da fábrica e na aquisição de novos equipamentos produtivos, tecnologicamente mais avançados, como os teares de jato de ar. Admite comprar vir a instalar teares de jacquard. Não porque precise de aumentar a capacidade instalada – “tomara eu ter procura para toda a que tenho [risos]”, diz – mas para estar na vanguarda da tecnologia. Até porque, lembra Alfredo Araújo, “as grandes quantidades desapareceram no mundo, hoje trabalha-se muito é para nichos de mercado, com uma grande aposta na qualidade e na resposta rápida. É isso que nos distingue do Oriente”.

A Lemar é um dos cinco expositores portugueses presentes na 29ª edição da Colombiatex, que quinta-feira termina em Medellín. A Ribera e a Vilamoura 1984, de Matosinhos, a Natcal, da Maia, e a Aquitex, de Pedrouços, são as restantes empresas presentes. Pela Colombiatex deverão passar, ao longo dos três dias da feira, quase 15 mil visitantes profissionais, nacionais e internacionais. Mais de 313 milhões de dólares são as expectativas de negócios apontadas pela Inexmoda, a organizadora do certame, para esta 29ª edição da feira.

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