vinhos

Leonor Freitas. Do serviço social para os vinhos

Leonor Freitas

É a responsável pela profissionalização da Casa Ermelinda Freitas

A Casa Ermelinda Freitas é uma empresa feita essencialmente no feminino. Mulheres que ficaram viúvas muito cedo e que abraçaram a responsabilidade de gerir a propriedade familiar, em Palmela. A morte do pai obrigou Leonor, filha única, a decidir se vendia a quinta ou se assumia o negócio. Mulher de afetos, deixou o serviço social, contratou um jovem enólogo – “eu não sabia fazer vinho”, reconhece – e iniciou a fase de profissionalização da empresa. Cria a marca Casa Ermelinda Freitas, em homenagem à mãe, e inicia de imediato a internacionalização dos vinhos. Recebe uma propriedade com 60 hectares de vinha de duas castas e transformou-a em 440 hectares de 29 castas. Acabou de inaugurar uma moderna adega, em que investiu oito milhões, que permite duplicar a capacidade produtiva para 15 milhões de litros. A faturação passou dos cinco mil euros para os 17 milhões de euros de 2015. As exportações representam 40% das vendas, mas o objetivo é reforçar. Europa, Brasil e Colômbia são alguns dos principais mercados.

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