Leslie causou prejuízos de 58 milhões em empresas e habitações na região Centro

O balanço provisório aponta para prejuízos a rondar os 88 milhões nas empresas, agricultura e património

A passagem da tempestade Leslie por Portugal deixou um rasto de estragos pelas empresas e equipamentos na região Centro de 58 milhões, noticiou o Público. Na agricultura, os prejuízos serão na ordem dos 30 milhões.

O balanço do Ministério do Planeamento e Infra-Estruturas é ainda provisório, mas aponta estragos de 57,9 milhões em 27 municípios nos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria e Viseu, com particular incidência na Figueira da Foz onde os prejuízos foram de 31 milhões.

Só as empresas registam prejuízos de 29 milhões, o mais elevado, embora o ministério de Pedro Marques ressalve que na sua "quase totalidade", se trate de "unidades de média e grande dimensão, detentoras de seguro para danos", embora sem referir qual a percentagem de cobertura.

Um inquérito da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) apontava que a tempestade tinha gerado a participação de 20 mil sinistros cobertos pelas seguradoras, correspondendo a um valor global de danos superior a 45 milhões de euros.

Os ventos, que chegaram a atingir 176 quilómetros horas, deixaram um rasto de destruição tendo derrubado linhas e postes de eletricidade (deixando milhares sem eletricidade) e afectado a rede de telecomunicações durante quase uma semana.

Leslie provocou estragos de 11 milhões em casas de primeira habitação e 7,3 milhões de danos em equipamentos associativos e 6,8 milhões em património municipal. Na educação calcula-se que os prejuízos sejam de 1,2 milhões e em equipamentos de saúde de 2,4 milhões.

A estes prejuízos soma-se os 30 milhões de danos na agricultura, segundo dados divulgados no passado sábado pelo Ministério da Agricultura.

Apoios para mitigar os prejuízos

Para mitigar os prejuízos, o Governo aprovou medidas para simplificar a recuperação, tal como um decreto-lei para simplificar a contratação pública por ajustes diretos relacionados com a tempestade. O Conselho de ministros de 18 de outubro também aprovou uma resolução para apoiar quem tenha ficado sem habitação e para abrir linhas de crédito para empresas e recuperação agrícola e de florestas.

No sábado, o Ministério da Agricultura anunciou que disponibilizar duas linhas de crédito garantidas, uma de dois milhões de euros para “apoiar exclusivamente as necessidades de tesouraria das cooperativas agrícolas e de outras organizações de produtores” e outra de dez milhões de euros “à qual poderão recorrer as empresas agrícolas destinados à reposição de instalações e equipamentos afetados”. A segunda linha de crédito “é extensiva a outros setores de atividade”.

Em 15 de outubro, o Ministério da Agricultura já tinha anunciado um apoio a 15 milhões de euros, a fundo perdido, para o restabelecimento do potencial produtivo, cobrindo 100% para prejuízos até 5 mil euros, 85% entre 5 mil euros e 50 mil euros e 50% entre 50 mil e 800 mil euros.

A medida abrange infraestruturas, instalações e equipamentos agrícolas e também perdas em animais e culturas permanentes, como olivais vinhas e pomares.

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