Líderes da zona euro saúdam “garantia de crescimento e emprego”

Juncker e Dijsselbloem
Juncker e Dijsselbloem

A Comissão Europeia aprovou ontem o regime de garantias do Estado
à banca, para desbloquear verbas do Banco Europeu de Investimento,
para as empresas. Com o novo regime os bancos participantes poderão manter a
concessão dos atuais empréstimos do BEI e também de novos
empréstimos, “sem comprometer a sua posição de liquidez”,
referiu a Comissão Europeia.

Bruxelas explicou que “o BEI impôs três condições aos
bancos”, como uma consequência direta da crise da dívida
soberana, exigindo a sua “substituição pela
garantia da totalidade do empréstimo ou o reembolso do empréstimo”. “Além disso, a descida nos ratings afetou todos os bancos
portugueses, tornando-os na sua maioria, se não todos, inelegíveis
para a ajuda do BEI”, lê-se na nota da Comissão Europeia. “O regime garante que os bancos participantes não beneficiam de
qualquer vantagem indevida da garantia do Estado. Este mecanismo está
em conformidade com as regras em matéria de auxílios estatais da
UE”, refere o comunicado divulgado em Bruxelas.

Durão Barroso entende que esta decisão dará um contributo
“essencial para o crescimento e para a criação de emprego em
Portugal”. Na Cimeira de dois dias que começou ontem em Bruxelas, os líderes
europeus comprometeram-se com uma mensagem política a favor do
“crescimento e do emprego”. A Chanceler Angela Merkel entende que a Alemanha poderá
mostrar-se solidária com os países menos competitivos, mas mediante
condições.

“Vamos debater o orçamento de longo prazo. Um acordo [entre os
deputados europeus] seria uma boa notícia. Daria para planear
medidas. Não se trata de mais rios de dinheiro. Se derem passos
obrigatórios, então podemos mostrar solidariedade. Mas primeiro
temos de criar condições para melhorar a competitividade”,
defendeu Angela Merkel.

Por sua vez, o primeiro ministro do Luxemburgo, Jean-Claude
Juncker lembrou que o próximo orçamento de longo prazo dispõe de
um montante de “6000 milhões” para a promoção do emprego
juvenil. “É um bom começo. Mas esta soma deve ser complementada com
verbas nacionais. A garantia jovem deve ser lançada com esses
fundos. Esperamos que funcione”, afirmou Juncker.

Mas, o primeiro-ministro britânico, David Cameron entende que só
o mais “competitividade” pode ajudar “criar empregos”,
considerando que na UE deve gastar “dentro das possibilidades”. “Devemos fazer em Bruxelas o que fazemos no Reino Unido:
controlar gastos, viver dentro das nossas possibilidades, tornar-nos
mais competitivos, facilitando a vida às empresas na criação de empregos”.

Para o presidente francês, François Hollande o acordo sobre as
perspetivas financeiras, assegurado entre o Presidente do Parlamento
Europeu e o Conselho, é uma “garantia de crescimento e emprego”. “Finalmente tivemos um acordo sobre o orçamento para
implementar o Pacto de Crescimento. Temos o progresso no crescimento,
no emprego jovem e nos assuntos financeiros e a França está
satisfeita com isso”, afirmou Hollande.

*Em Bruxelas

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