Líderes europeus avançam com recapitalização directa da banca

Dívida continua a fazer Merkel sorrir
Dívida continua a fazer Merkel sorrir

O fundo de resgate da União Europeia poderá recapitalizar directamente os bancos, sem necessitar de primeiro emprestar dinheiro aos estados. Esta é uma das principais conclusões do primeiro de reuniões da cimeira que está a decorrer em Bruxelas. Os líderes comunitários comprometeram-se ainda a usar os fundos de resgate de forma flexível e eficiente, no intuito de estabilizar os mercados para os países membros que estejam a cumprir planos de reformas económicas.

Em troca desta medida, a Alemanha, que sempre manifestou algumas reticências, pede a implementação de um supervisor financeiro supranacional que possa controlar essas entidades. A proposta para a criação deste supervisor, que poderá incluir o Banco Central Europeu, deverá estar concluída até final do ano.

Os líderes europeus acordaram ainda que os fundos de resgate devem ter um papel muito mais activo na estabilização dos mercados, permitindo a sua utilização de forma mais flexível. Ainda que não o tenham dito de forma explícita, este acordo abre a porta a programas de intervenção dos fundos de resgate no mercado da dívida, desde a compra de títulos periféricos nos mercados secundário e primário e garantindo uma percentagem da dívida pública emitida.

No entanto, isto não vai sair gratuito a ninguém. Para que algum país beneficie destas medidas, terá que cumprir com todas as recomendações macroeconómicas da Comissão Europeia. Ainda assim, esta pode considerar-se uma vitória e um avanço significativo, uma vez que o mecanismo actual exige que os países que pedem ajuda sejam obrigados a submeter-se a um completo programa de condicionantes macroeconómicas, como acontece em Portugal, na Grécia ou na Irlanda.

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