Linha de crédito para grandes empresas dá até 10 milhões, com parte a fundo perdido

Governo anunciou também 750 milhões para financiar tesouraria das microempresas.

As grandes empresas dos sectores mais atingidos pela crise vão poder ter acesso a até 10 milhões de euros em crédito garantido pelo Estado, parcialmente convertíveis em apoio a fundo perdido, no quadro do novo pacote de resposta económica à pandemia apresentado hoje pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

No bolo de reforço das ajudas, que deverá totalizar 7,2 mil milhões de euros ao longo da primeira metade do próximo ano, está previsto um novo alargamento das linhas de crédito que socorre também as grandes empresas com a possibilidade de conversão de parte da verba em apoios que não terão de ser devolvidos.

O valor total da linha de crédito anunciada corresponde a 750 milhões de euros, segundo a apresentação de Siza Vieira nesta tarde. Antes, o comunicado do Conselho de Ministros referia já o lançamento de "apoios diretos a grandes empresas, sob a forma de crédito garantido pelo Estado, com possibilidade de conversão parcial em crédito a fundo perdido mediante a manutenção dos postos de trabalho, por forma a garantir um apoio imediato à liquidez, eficiência operacional e saúde financeira de curto-prazo".

Não é referido que proporção dos valores poderá ser convertida em apoio a fundo perdido, bem como prazos de maturidade ou de carência do crédito.

Também com um bolo de 750 milhões de euros, é lançado um Fundo de Apoio à Tesouraria para micro e pequenas empresas. Neste caso, o empréstimo vence ao fim de cinco anos e contempla ano e meio de período de carência, nos detalhes avançados pelo ministro da Economia.

A linha de crédito destinado ao sector exportador é aberta ao turismo e reforçada em 300 milhões de euros, como parte das medidas que o governo apresentou aos parceiros sociais para compensação da subida do salário mínimo no próximo ano. Vai disponibilizar quatro mil euros por posto de trabalho, 800 euros dos quais passíveis de não serem devolvidos.

A mesma lógica de conversão de crédito em ajuda que fica com as empresas entra no fundo de 50 milhões de euros destinado a empresas de ventos. Igualmente, prevê quatro mil euros por trabalhador, com 800 euros convertíveis em apoio a fundo perdido.

No pacote de financiamento de emergência, o governo inclui ainda o alargamento do microcrédito do Turismo de Portugal a pequenas empresas, num bolo de cem milhões de euros, e 300 milhões para o apoio à qualificação da oferta turística

Até ao final de junho de 2021, o governo prevê ter injetado na economia 29 mil milhões de euros, dos quais 4,2 mil milhões a fundo perdido.

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