Economia

Lisboa debate crescimento na zona euro

Fotografia: AP Photo/Michael Sohn
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40 decisores políticos e académicos europeus discutem, no dia 24 em Lisboa, o futuro do euro,

Cerca de 40 decisores políticos e académicos europeus discutem, no dia 24 em Lisboa, o futuro do euro, num encontro para lançar propostas para completar a união económica e monetária, disse à Lusa a secretária de Estado dos Assuntos Europeus.

O seminário de alto nível, com o tema “Consolidar o Euro. Promover a Convergência”, é organizado por iniciativa portuguesa e será encerrado pelo primeiro-ministro, António Costa.

A decorrer em Lisboa, o encontro terá três painéis: Crescimento e convergência socioeconómica na Zona Euro; Instrumentos de prevenção e partilha de risco, com particular enfoque numa capacidade orçamental da Zona Euro; Legitimidade democrática e passos para concluir a união económica e monetária.

Margarida Marques explicou à Lusa que o seminário pretende lançar “um conjunto de propostas que possam ser colocadas na agenda europeia mais tarde, no sentido de completar a arquitetura da união económica e monetária”.

Do seminário de alto nível, espera-se que saiam propostas a serem debatidas na reunião dos chefes do Governo dos países do sul da Europa, que se realiza no dia 28 em Lisboa, e também na cimeira, com a participação dos 27 países da União Europeia (sem a presença do Reino Unido), no dia 03 de fevereiro, em Malta – que exerce a presidência do Conselho da União Europeia neste semestre -, para preparar a Declaração de Roma, que assinalará os 60 anos da assinatura dos Tratados de Roma.

Apesar da iniciativa de realizar o encontro partir de Lisboa, o Governo garante que não pretende apresentar propostas isoladamente.

“O que nós queremos é primeiro consolidarmos as propostas, que sejam sólidas e tenham aceitação, e encontrarmos países que possam, connosco, ter uma linha de discussão no sentido de aprovação, da adoção de medidas concretas no âmbito da União Europeia”, disse Margarida Marques.

“Nós temos a consciência de que não há nenhum país sozinho que consiga impor as suas propostas aos 28. Tem de criar aliados, construir posições comuns, e é isso que pretendemos com este seminário”, explicou, sobre os objetivos do encontro.

Em concreto, Portugal defende a necessidade de “na prática, se desenvolver os três pilares da união económica e monetária – o pilar fiscal, o pilar bancário e o pilar social”, recordou a governante.

“Nós entendemos que há um défice no pilar social e que é necessário terminar com urgência a união bancária, ou seja, aprovar os instrumentos que permitam prevenir o risco e partilhar o risco”.

Questionado sobre se este encontro pretende também reiterar a posição do Governo português, quando o PCP – um dos partidos que apoia o executivo socialista no parlamento — insiste que o país deve abandonar a moeda única, Margarida Marques garantiu que não.

“Este seminário está pensado há muito tempo. É uma estratégia que está pensada há muito tempo e que resulta da nossa análise e desde que chegámos ao Governo, de que é necessário que as regras europeias, designadamente no âmbito do pacto de estabilidade e crescimento, possam promover o crescimento e não bloquear o crescimento”, sustentou.

O Governo de António Costa, sublinhou, preocupou-se em “negociar com as instituições europeias, recuperar a imagem de Portugal e mostrar o seu empenho em respeitar as regras europeias, enquanto país que integra o euro e a União Europeia”.

“Demos provas nesse sentido e achamos, tal como outros países, que é o momento de colocar estas propostas em cima da mesa”, acrescentou.

O seminário conta com a participação, entre outros, do ministro para a Economia e Competitividade de Espanha, Luis de Guindos; o ministro para o Emprego e Assuntos Sociais do Luxemburgo, Nicolas Smith; o ex-comissário europeu para os Assuntos Sociais e Emprego húngaro, Laszlo Andor; a deputada finlandesa Tytto Tuppurainen; o antigo ministro para os Assuntos Sociais belga Frank Vandenbroucke; o conselheiro económico do primeiro-ministro italiano Marco Piantini e o diretor do Think Tank Bruegel (Alemanha), Guntram Wolff.

 

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