Aeroporto Lisboa

Lisboa quer trânsito para o aeroporto fora do centro da cidade

Fotografia: Pedro Rocha/ Global Imagens
Fotografia: Pedro Rocha/ Global Imagens

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considerou hoje "prioritária a ligação direta da A5 ao Eixo Norte-Sul".

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considerou hoje “prioritária a ligação direta da A5 ao Eixo Norte-Sul”, assim como a conclusão das acessibilidades ao aeroporto, evitando que quem se dirija a esta infraestrutura passe no centro da cidade.

“Considero prioritária a ligação direta da A5 ao eixo Norte-Sul, mas também as conclusões das acessibilidades ao aeroporto”, afirmou Fernando Medina na abertura da conferência “Mobilidade sustentável em Lisboa”.

Para o autarca, é necessária “uma revisão da rede viária para assegurar que a mobilidade do aeroporto/para o aeroporto não passa no centro da cidade de Lisboa”.

“Temos neste momento concluído com o Governo um entendimento relativamente à alteração do nó da Buraca e do nó do Aeroporto, ao nó da A1, que tem como objetivo dar um papel mais central à CRIL [Circular Regional Interior de Lisboa], enquanto a grande via de distribuição exterior do tráfego próximo da cidade de Lisboa”, anunciou.

Medina defendeu, também, que “a resolução destes dois nós é de grande importância, para dar à CRIL um verdadeiro papel enquanto circular externa da região da cidade de Lisboa, enquanto Primeira Circular”.

Na opinião do líder do executivo municipal de maioria socialista, a CRIL e a Segunda Circular são duas vias “com papéis sobrepostos, ou, pelo menos não bem resolvidos”.

Medina frisou, então, que esta é “a peça que faltará para, do ponto de vista da rede viária externa, conseguir uma solução adequada em matéria do funcionamento da cidade”.

Referindo-se à passagem da gestão da Carris para o município, o presidente da autarquia ressalvou que “não será possível reverter com rapidez a degradação dos últimos anos do dia para a noite”, considerando que o desafio “não é uma folha em branco, mas um conjunto emaranhado absolutamente incompreensível, ilegível, irracional do ponto de vista do cumprimento das necessidades de mobilidade”.

Fernando Medina aproveitou ainda para referir a ligação de comboios a Cascais, cujo objetivo é que, no futuro, “complete um anel ferroviário” com passagem nas estações de Alcântara, Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro, permitindo também “duas ligações ao metro”.

Também presente na sessão, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, frisou que “este é um momento de viragem em termos de mobilidade urbana em Portugal”.

O secretário de Estado aproveitou para falar sobre a preparação do enquadramento legal do transporte em veículos descaracterizados, afirmando que “aquilo que orienta esta decisão, esta opção do Governo, é a preocupação com as pessoas, necessidades de mobilidade e, também, com um espaço saudável de concorrência”.

“Estamos a fazer o nosso caminho, eu gostava de dizer muito claramente que a divergência e o direito à manifestação são marcas de um Estado democrático, mas são isso mesmo e apenas isso”, concluiu.

 

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