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Conheça as camisas e polos portugueses que resistem às nódoas de café e vinho

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Conheça as camisas e polos portugueses que resistem às nódoas de café e vinho

Ambassador Portugal reúne, numa peça de roupa, o tecido tradicional com a nanotecnologia. Procura 40 mil euros para arrancar a produção em Portugal.

Uma nódoa de café ou de vinho não é motivo de vergonha se estiver a usar a camisa ou o polo com um tecido um pouco diferente do habitual. Com as peças da Ambassador Portugal, o incidente do almoço ou do café deixa de ser motivo para preocupação, porque ao tecido tradicional junta-se a nanotecnologia.

Esta ideia está à procura da validação do mercado, com uma campanha de crowdfunding em que se pretende angariar 40 mil euros até ao final do mês de julho. Os empresários são o público-alvo desta marca portuguesa de moda, que conta 12 parceiros nacionais.

As camisas custam 99 euros e são feitas com algodão pima, um dos mais resistentes e sedosos tecidos que existem no mercado. Os polos estão à venda por 69 euros e usam algodão pique, tão resistente e sedoso como nas camisas. As duas peças têm em comum a resistência acima da média a nódoas e odores.

“A nanotecnologia é impregnada no próprio fio do tecido. Se houver nódoas de líquidos ou de oleosas, basta sacudir para não ficar manchado. Se for algo mais viscoso, basta colocar água por cima para que o tecido não absorva a sujidade”, explica Rita Dinis, uma das fundadoras deste projeto ao Dinheiro Vivo.

A campanha de crowdfunding na plataforma Indiegogo serve para arrancar com a primeira produção de peças de roupa, que vão começar a ser entregues em outubro. Além da compra da camisa e do polo, quem participar nesta campanha também pode fazer um donativo para estes fazedores. Pelo menos um terço do montante já foi angariado.

Como começou?

A Ambassador Portugal nasceu em 2016, em contexto empresarial. “Depois de ter trabalhado três anos numa consultora, percebemos que havia necessidade de criar uma marca que desenvolvesse roupa que repele as nódoas de café e de vinho. Começámos a explorar a ideia e passámos por várias feiras no norte do país, para tentar perceber um pouco como funciona a indústria têxtil, que sempre me despertou interesse”, recorda Rita Dinis.

 

Ao contrário dos outros produtos de têxtil técnico, havia a necessidade de recorrer a tecidos naturais, como o algodão. A partir daí, foram feitas dezenas de testes e foi iniciada a confeção. No final de 2017, com o desenho dos produtos e a parte técnica toda desenvolvida, foram criados os primeiros protótipos e realizaram-se as visitas a feiras industriais.

Com 15 mil euros de investimento, a equipa da Ambassador Portugal procura agora a validação do mercado, numa campanha de financiamento coletivo que irá terminar no final de julho. Em caso de sucesso, as camisas e polos serão produzidos em Portugal.

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