Coronavírus

Lojistas. Restrições ao comércio em Lisboa reforça “momento de incerteza”

Fotografia: MIGUEL A. LOPES/LUSA
Fotografia: MIGUEL A. LOPES/LUSA

Decisão do Governo surge uma semana depois da reabertura dos centros comerciais na Grande Lisboa.

As novas restrições ao comércio na Grande Lisboa anunciadas esta segunda-feira pelo Governo vem “reforçar o momento de incerteza que se vive, juntando ainda os meses de encerramento às últimas três semanas com quebras de vendas na ordem dos 40%”.

A decisão do Governo de reforçar as medidas de restrição na região visa conter o aumento do número de casos de infeção do covid-19 na Grande Lisboa e foi conhecida depois de uma reunião de António Costa com os presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas, Loures e o presidente da Área Metropolitana de Lisboa (AML)

“Vão ser alterados os horários de funcionamento de todos os estabelecimentos, sendo determinado o encerramento de todos os estabelecimentos às 20 horas, com exceção dos restaurantes para serviços de refeições”, anunciou o primeiro-ministro.

Uma decisão que surge uma semana depois de ter sido autorizada a reabertura dos centros comerciais e das lojas com mais de 400 metros na AML. De acordo com a Associação Portuguesa de Centros Comerciais, 99% das lojas já reabriu, mas a lotação dos centros está abaixo da imposta por lei (5 pessoas por cada 100 metros quadrados).

A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) já reagiu ao anúncio. “A AMRR tem afirmado sempre que não coloca em causa as decisões relativas à saúde pública. Os lojistas, com todas as dificuldades que enfrentam, têm sido parceiros desde o primeiro momento, começando por investimentos elevados montantes para a assegurar que os seus espaços são seguros”, diz Miguel Pina Martins, presidente da AMRR, citado em nota de imprensa.

“Esta decisão vem, contudo, reforçar o momento de incerteza que se vive, juntando ainda os meses de encerramento às últimas três semanas com quebras de vendas na ordem dos 40%. O que se torna claro é que o Governo e as forças políticas não podem continuar a ignorar esta situação que afeta um setor de enorme relevância para a economia, e não legislar com vista a assegurar uma justa repartição de sacrifícios entre os proprietários e os lojistas”, diz ainda.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
(Maria João Gala/Global Imagens)

Verde, desafogado e civilizado. Centro ganha fôlego no novo turismo

Pedro Ferraz da Costa. 
(Orlando Almeida / Global Imagens)

Ferraz da Costa: “Subir o salário mínimo agora é uma ideia criminosa”

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, e o ministro das Finanças, João Leão. (TIAGO PETINGA/POOL/LUSA)

Almofada de segurança do OE2021 sobe para níveis do tempo da troika

Lojistas. Restrições ao comércio em Lisboa reforça “momento de incerteza”