Coronavírus

Londres vai pagar 80% do rendimento mensal aos trabalhadores por conta própria

Ministro Finanças UK, Rishi Sunak
Rishi Sunak, ministro das Finanças do Reino Unido, em frente ao número 10 de Downing Street. EPA/NEIL HALL

O governo britânico alargou aos trabalhadores por conta própria a garantia de pagamento de 80% do rendimento médio mensal, tal como tinha feito aos assalariados em risco de serem despedidos devido à crise provocada pela pandemia covid-19.

O esquema foi revelado hoje pelo ministro das Finanças, Rishi Sunak, que estava sob pressão da oposição e numerosas organizações devido ao impacto que a crise está a ter em profissões como artistas, eletricistas, cabeleireiros, amas ou taxistas.

O governo compromete-se a pagar 80% do rendimento médio mensal dos últimos três anos até 2.500 libras (2.750 euros) dos trabalhadores por conta própria com rendimentos anuais até 50 mil libras (55 mil euros), devendo os primeiros pagamentos ser feitos apenas em junho.

Até agora, o governo tinha oferecido apenas o acesso ao subsídio de subsistência a estes profissionais, que poderia ir até cerca de mil libras por mês (1.100 euros), um valor considerado inferior ao rendimento habitual da maioria.

“Não vos esquecemos”, disse Sunak, que reconheceu como nos últimos dez dias a economia foi abalada “como nunca aconteceu antes”.

Para responder à crise económica causada pela pandemia, o governo já tinha oferecido a garantia de reembolsar patrões em 80% dos salários até 2.500 libras para não despedirem os empregados, adiou o pagamento de impostos e ofereceu benefícios fiscais e linhas de crédito e de financiamento às empresas, aumentou os apoios sociais, negociou com os bancos a moratória de empréstimos bancários e auxílio para locatários.

“Não seremos capazes de proteger todos os empregos e todas as empresas, mas penso que as medidas que introduzimos vão ajudar milhões de pessoas”, afirmou.

No balanço publicado hoje, indicou a existência de 11.658 casos positivos entre 104.866 pessoas testadas à covid-19, tendo 578 dos infetados morrido, mais 115 do que os 463 óbitos declarados na véspera.

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