Lucros da EDP recuam 1% em 2019 para 512 milhões de euros

O CEO da EDP, António Mexia, apresentou esta quinta-feira as contas de 2019 da elétrica nacional.

Os lucros da EDP recuaram 1% em 2019 para 512 milhões de euros. Os resultados foram apresentados esta quinta-feira pela empresa liderada por António Mexia. No ano que passou, a EDP registou uma subida do EBITDA de 12% para 3,7 mil milhões de euros. O resultado líquido foi penalizado pelas imparidades com carvão que a empresa constituiu em Espanha. Se estas não tivessem sido constituídas, os lucros da EDP teriam subido 40 milhões de euros, referiu o CEO.

A subida de 13% do EBITDA "beneficiou do forte crescimento" dos três segmentos de atividade, nomeadamente as renováveis, que viram a capacidade média instalada eólica e solar subir 1%, para 10,9 GW. Mexia destacou ainda a estratégia de rotação de ativos, nomeadamente o fecho da venda de parques eólicos na Europa e Brasil, com a qual a empresa ganhou 300 milhões de euros.

Os resultados em Portugal foram negativos pelo segundo ano consecutivo, na casa nos 98 milhões de euros. O CEO da EDP justificou os números com o impacto da imparidade de 94 milhões de euros constituída para a central de Sines, bem como com a provisão do projeto da barragem do Fridão, de 59 milhões de euros.

O volume de produção de energia hídrica "anormalmente baixo" também contribuiu para os resultados, apesar de este ter sido "recuperado de forma significativa no ultimo trimestre" de 2019. A produção hídrica na Península Ibérica baixou 25% em comparação com 2018, "resultado de uma hidraulicidade 19% abaixo da média histórica em Portugal, o que teve um impacto negativo no EBITDA" em cerca de 200 milhões.

António Mexia chamou ainda a atenção para o impacto das taxas sectoriais e impostos criados desde 2014, que foi de 221 milhões de euros, dos quais a CESE pesou 70 milhões de euros.

A dívida líquida da EDP subiu 3% para 13,8 mil milhões de euros. António Mexia destacou a "boa performance" do segmento das energias renováveis, com resultados recorde da EDP Renováveis, bem com da EDP Brasil e da atividade de comercialização.

Em 2019 a EDP manteve uma base de clientes de luz e gás de 4,8 milhões, tendo registado um recuo nas reclamações de 25%. Em cada mil contratos foram feitas mil reclamações.

A EDP vai propor a distribuição de um dividendo de 19 cêntimos por ação, o que equivale a um payout de 81% do resultado líquido. Em 2020 deverá ter impacto nas contas da empresa a venda seis barragens no Douro, que deverá ficar concluída no segundo semestre, e com a qual a EDP espera "otimizar o portefólio e melhoria de perfil de risco, enquanto parte da execução do plano estratégico apresentado em Março de 2019".

Em 2018, a EDP tinha registado lucros de 519 milhões de euros e, pela primeira vez desde a privatização, apresentou prejuízos em Portugal.

Na manhã desta quinta-feira foram apresentadas as contas da EDP Renováveis, que revelou uma subida dos lucros de 52% para 475 milhões de euros.

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