Lucros da PSA caem 51,9% no 1º semestre para 595 milhões

Carlos Tavares manifestou confiança em alcançar "uma sólida recuperação no segundo semestre"

Os lucros do grupo automóvel francês PSA caíram 51,9% no primeiro semestre do ano relativamente ao período homólogo, para 595 milhões de euros, anunciou a empresa, sublinhando que apesar da pandemia conseguiu manter-se rentável.

O resultado operacional nos primeiros seis meses do ano caiu 81,6%, para 376 milhões de euros, explicou o grupo PSA, em comunicado.

Excluindo os itens não recorrentes e ajustes pontuais, o resultado operacional atual diminuiu 84,5% para 517 milhões de euros, com uma queda de 72,5% na área automóvel para 731 milhões, representando um nível de rentabilidade de 3,7%.

A quebra do resultado operacional atual na subsidiária financeira foi de 9,7%, para 463 milhões de euros.

A faturação caiu 34,5%, para 25.120 milhões de euros, refletindo o revés nas vendas num contexto marcado por um confinamento devido à pandemia de covid-19.

Na área automóvel, a faturação caiu 35,5%, para 19.595 milhões de euros. Os registos de matrículas do grupo que comercializa as marcas Peugeot, Citroën, Opel, Vauxhall e DS sofreram uma queda de 45,7% no primeiro semestre do ano.

No entanto, a 30 de junho, o grupo PSA tinha reduzido seus stocks em 24%, em comparação com o ano anterior, com 505.000 um total de veículos.

A fabricante francesa prevê que, no conjunto do ano, o mercado automóvel caia 25% na Europa, 30% na Rússia e na América Latina e 10% na China, os seus principais mercados.

O presidente executivo do grupo, o português Carlos Tavares, enfatizou que o resultado do primeiro semestre demonstra a resiliência da empresa e é a "recompensa" de seis anos consecutivos de trabalho "intenso" para aumentar a sua "agilidade" e reduzir o "ponto" morto".

Carlos Tavares manifestou confiança em alcançar "uma sólida recuperação no segundo semestre", com vista à fusão com o grupo ítalo-americano FCA " até o primeiro trimestre de 2021.

O grupo PSA tinha definido como objetivo uma margem operacional corrente de mais de 4,5% na área automóvel no período 2019-2021.

No comunicado é adiantado que o Grupo também está a superar a presente crise graças ao compromisso das suas equipas, que estão empenhadas em proporcionar aos clientes uma mobilidade limpa, segura e acessível.

"Estamos determinados a conseguir uma recuperação sólida no segundo semestre do ano, ao mesmo tempo que finalizamos o processo de criação da Stellantis até ao final do primeiro trimestre de 2021.”

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