Autoridade da Concorrência

Lusíadas confirma buscas em processo “estritamente contraordenacional”

Albufeira, 30/06/2016 - Reportagem sobre resposta de verão no Hospital Lusiadas de Albufeira.

( André Vidigal / Global Imagens )
Albufeira, 30/06/2016 - Reportagem sobre resposta de verão no Hospital Lusiadas de Albufeira. ( André Vidigal / Global Imagens )

Autoridade da Concorrência avançou com buscas em oito localizações de nove entidades do setor da saúde nas zonas da Grande Lisboa, Porto e Algarve

O grupo Lusíadas, dono do hospital com o mesmo nome, confirma a realização de “diligências de busca conduzidas por funcionários da Autoridade da Concorrência” à sua sede.

Em comunicado, a empresa admite que “o processo tem natureza estritamente contraordenacional” e, por isso, adiantam, “encontra-se em segredo de justiça, pelo que nos termos legais, as empresas não poderão prestar quaisquer informações adicionais sobre este assunto”.

A empresa detalha ainda que “o desenvolvimento de tais diligências centra-se, exclusivamente, nas instalações onde funcionam os serviços administrativos das duas empresas, pelo que não tiveram qualquer implicação nos serviços prestados pelos Hospitais e/ou Unidades de Saúde Lusíadas”.

A Autoridade da Concorrência adiantou, esta sexta-feira, que avançou com “diligências de busca e apreensão em oito localizações de nove entidades ativas no setor da saúde nas zonas da Grande Lisboa, Porto e Algarve”.

Em causa estão “suspeitas de práticas anticoncorrenciais lesivas da liberdade de escolha do consumidor”.

Em comunicado, a AdC adiantou ainda que estas buscas têm estado a ser realizadas mediante autorização do Tribunal de Instrução Criminal e Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, contando com o acompanhamento da Divisão de Investigação Criminal da PSP.

Foi decretado segredo de justiça “a fim de preservar os interesses da investigação”.

“A violação das regras de concorrência não só reduz o bem-estar dos consumidores, como prejudica a competitividade das empresas, penalizando a economia como um todo”, defende a AdC.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa Fotografia: Rodrigo Cabrita / Global Imagens

Medidas do Banco de Portugal para travar riscos no imobiliário são “adequadas”

Lisboa Fotografia: Rodrigo Cabrita / Global Imagens

Medidas do Banco de Portugal para travar riscos no imobiliário são “adequadas”

António Mexia, CEO da EDP. (Fotografia: Sara Matos / Global Imagens)

EDP assina compromisso para limitar aquecimento global a 1,5°C

Outros conteúdos GMG
Lusíadas confirma buscas em processo “estritamente contraordenacional”