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Made from Portugal: desafio para os próximos 7 anos

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Cortou-se o bolo, sopraram-se as velas e fizeram-se as contas. O Dinheiro Vivo celebrou 7 anos e fez a festa no CCB rodeado de convidados de peso.

Algumas das maiores exportadoras nacionais partilharam os segredos do sucesso, mas também alguns receios face aos desafios que o futuro reserva. O ministro da Economia, que encerrou a conferência, não deixou os apelos sem resposta.

Há sete anos o tema era a crise e um país mergulhado nela. Daqui a sete serão os robôs, garantem os especialistas. Hoje, a meio do caminho, fala-se do sucesso made in Portugal. De onde viemos e para onde vamos? O que é preciso fazer para lá chegar?

Na conferência que assinalou os 7 anos do Dinheiro Vivo foram dadas algumas pistas. “Hoje os produtos made in Portugal chegam a 216 destinos do mundo. É com esta ousadia que se constrói o crescimento do país. Temos excelentes recursos humanos e uma ambição que nos torna vencedores”, ressalvou Daniel Proença de Carvalho, chairman do Global Media Group.

Foi à base dessa ousadia que nos últimos dez anos o número de exportadoras portuguesas disparou 40% e fez que hoje sejam mais de 23 mil as que vendem fora de portas, sublinhou Ivo Faria. Coube ao advisory lead partner da consultora PwC pintar o retrato a números do Portugal exportador.

“No índice de competitividade estamos na posição 33 do ranking mundial. Não somos o FC Porto, não lutamos pelas competições europeias mas também não estamos em risco de descer de divisão”, destacou.

Segundo o responsável, é de saudar que o país tenha alcançado uma balança comercial equilibrada, mas há cenários “preocupantes” que é preciso acautelar. “Estamos numa posição favorável na tabela de empresas que adotam ideias disruptivas, mas o investimento em inovação tem caído nos últimos anos. Em 2016 investimos menos do que em 2013.”

Na análise de Ivo Faria, Portugal “tem de ser capaz de transformar as suas competências”, o que passa por “reconverter as nossas profissões e a nossa formação”, para não nos encontrarmos sem trabalho mais cedo do que desejaríamos”. Ou seja, para que não percamos a guerra para os robôs.

“As pessoas que programam as máquinas vão ter sempre trabalho. Somos um país de bons engenheiros, bons técnicos. Temos de fazer que a tecnologia seja o que desenhamos, e não só o que usamos.”

Só seguindo essa receita, concluiu o especialista, é que Portugal deixará de ser “um tracinho num gráfico”. Para Ivo Faria, “não nos devemos cingir às condições de contexto que nos são dadas. Portugal é pequeno e periférico, mas tem um enorme potencial. É a partir de Portugal, e não em Portugal apenas, que temos de ser capazes de crescer e projetar o nosso país no mundo. Com uma aposta forte em capital humano, podemos passar a ser made from Portugal, e não made in Portugal”.

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