Madeira

Madeira obtém resultados positivos em receitas fiscais desde 2016

REUTERS/Rafael Marchante
REUTERS/Rafael Marchante

O vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, disse hoje que a região autónoma começou a obter resultados positivos em termos de receitas fiscais a partir de 2016 e realçou que esse foi um ano “muito positivo”.

“Foi o ano em que efetivamente se começou a dar a volta em termos de arrecadação de receitas fiscais, depois de um período conturbado”, afirmou o governante na Comissão de Economia, Finanças e Turismo da Assembleia Legislativa da Madeira.

Pedro Calado foi ouvido sobre a “Conta da Região Autónoma da Madeira – 2016”, após o que os deputados aprovaram por unanimidade o parecer que permite a subida do documento a plenário para discussão e aprovação, o que deverá ocorrer na próxima semana.

“Foi um ano muito positivo em relação ao total de receitas, das quais 51,1% foram receitas fiscais”, realçou o vice-presidente, que tutela a pasta das Finanças no governo social-democrata liderado por Miguel Albuquerque.

Em 2016, o total de receitas da região foi de 1,7 mil milhões de euros e total de despesa de 1,5 mil milhões de euros.

“O que contrasta nesta conta – a primeira após o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF, 2012-2015) – é que entre as receitas e as despesas do exercício do ano tivemos um resultado positivo de 233 milhões de euros”, sublinhou.

Em relação à dívida bruta da Madeira, Pedro Calado esclareceu que tem vindo sucessivamente a ser reduzida.

“Em 2015, a região tinha um valor de dívida global de 4,9 mil milhões de euros, em 2016 reduziu para 4,8 mil milhões e em 2017 já tinha 4,7 mil milhões”, disse.

Por outro lado, no final do exercício de 2016, a Madeira apresentava um prazo médio de pagamento a fornecedores de 217 dias, ao passo que em 2015 o valor era de 305 dias e em 2017 já se situava nos 108 dias.

“Hoje, se retirarmos a amortização de dívidas de anos anteriores, a região consegue pagar os seus fornecedores num prazo médio inferior aos 60 dias”, assegurou Pedro Calado, vincando que esta é uma forma de apoiar a economia.

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