Archi Summit

Maior instalação efémera de cortiça do mundo vai estar no Pavilhão de Portugal

Projeto de Manuel Aires Mateus e co-autoria dos SAMI de Setúbal, para o Archi Summit
Projeto de Manuel Aires Mateus e co-autoria dos SAMI de Setúbal, para o Archi Summit

Durante dois dias, 6 e 7 de julho, a parte exterior do Pavilhão de Portugal acolhe a maior instalação efémera de cortiça, na 3ª edição do Archi Summit

Durante dois dias, 6 e 7 de julho, a parte exterior do Pavilhão de Portugal vai acolher a maior instalação efémera de cortiça do mundo. É a 3ª edição do Archi Summit, que além da exposição efémera de cortiça, será também palco do único encontro de arquitetos, engenheiros e designers realizado em Portugal.

Para Bruno Moreira, fundador do Archi Summit e responsável pela sua organização, “esta edição será particularmente especial porque trazemos novidades a Lisboa”. Além disso, ainda nenhum arquiteto participou num summit de arquitetura na capital do país, por isso “o Archi Summit é um evento criado especialmente para este público, pensado para os arquitetos em atividade, com soluções, ideias e conhecimento para que se respire, cada vez mais, arquitetura de qualidade em Portugal”.

Esta iniciativa marca o regresso de Álvaro Siza Vieira às conferências, bem como a visita de grandes nomes da arquitetura mundial como, por exemplo, Valério Olgiati. O responsável afirma, “que toda a organização, bem como os autores da exposição, estão muito curiosos quanto ao que Siza Vieira vai dizer sobre a instalação de cortiça, pois não sabe nada do projeto”.

Bruno Moreira explicou ao Dinheiro Vivo a escolha do Pavilhão de Portugal para a 3ª edição do Archi Summit. “Como é um evento destinado à arquitetura, temos sempre como critério o espaço, e ao ir para Lisboa, queríamos que fosse um ícone da arquitetura portuguesa, como forma de a homenagear e também marcar a diferença”. É pelo facto “da exposição ficar no exterior, debaixo da pala, que se faz a magia”, adiantou.

Espaço que será ocupado pela Archi Summit

Espaço que será ocupado pela Archi Summit

O responsável sublinha, ainda, que a qualidade da iniciativa é, também, assegurada pelas insígnias que a patrocinam e que cedem todo o material necessário à construção da exposição patente no local, uma obra projetada pelo Gabinete Aires Mateus. Desde a 1.ª edição que o «Archi Summit» conta com os patrocínios oficiais das marcas Margres – líder de mercado em Portugal no segmento de revestimento em grés porcelânico – e da conhecida Love Tiles. “Este ano, novos patrocinadores aderiram à iniciativa, como a ATZ, Hyline e Barbot, que se juntam, assim, às empresas que já constavam no quadro: o Grupo Amorim e o Grupo Praceram, líderes nos respetivos segmentos”.

O Archi Summit 2017 conta com a curadoria de dois nomes emergentes na arquitetura nacional, Rodrigo Costa Lima e Amélia Brandão, que ajudam a organização a garantir os padrões de exigência e de qualidade exigidos numa iniciativa com esta dimensão. Relembramos que, em 2016, o Archi Summit recebeu um galardão, no âmbito dos Prémios Lusófonos da Criatividade, resultado dos excelentes níveis de desempenho da sua estrutura e organização.

O projeto

O que se vai ver durante os dois dias no Pavilhão de Portugal, é um projeto que irá envolver cerca de 5 mil blocos de aglomerado negro de cortiça 100% natural, numa clara manifestação pela preservação do meio ambiente e do próprio sobreiro, a Árvore Nacional de Portugal.

Para que tudo ganhe forma, o gabinete de Manuel Aires Mateus, autor do projeto, bem como os SAMI de Setúbal, co-autores da obra, traçaram um objetivo ambicioso: cobrir 2 mil metros quadrados, precisamente a totalidade da área exterior do Pavilhão de Portugal, com cortiça. Esta área corresponde à conhecida “pala” do Pavilhão de Portugal, uma obra projetada pelo galardoado Álvaro Siza Vieira para a Expo 98.

No total, a intervenção ultrapassa os 760 metros cúbicos de cortiça, o que a torna a maior de sempre feita à escala mundial. “O material selecionado para este projeto de grande escala – a cortiça – deveu-se à portugalidade do mesmo, enquadrando-se no evento na perfeição, já que a sua organização é 100% portuguesa (embora acolha visitantes de várias nacionalidades) e decorre num edifício projetado por um dos maiores arquitetos portugueses”, acrescenta a organização.

A intervenção ultrapassa os 760 metros cúbicos de cortiça

A intervenção ultrapassa os 760 metros cúbicos de cortiça

Para além da cortiça, outros materiais foram utilizados para representar a história e a cultura portuguesa como, por exemplo, as cerâmicas da Margres (o main sponsor do evento) e da Love Tiles. Esta exposição encontra-se “no coração” da instalação de cortiça, o que, segundo Bruno Moreira, “a torna ainda mais interessante, multifacetada e apelativa”. Para o fornecimento da matéria-prima a organização contou com a Corticeira Amorim.

Quanto a custos, Bruno Moreira, sublinha que ainda não está tudo contabilizado, “não sabemos qual o valor das matérias-primas usadas, toda a questão logística, para receber os convidados nacionais e internacionais. Oúnico valor aproximado é o da operação de montagem e desmontagem da exposição, talvez o montante mais baixo nas contas todas, que será de 35 mil euros”.

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