Emprego

Maioria dos emigrantes quer voltar. Desconto no IRS não influencia

(André Rolo / Global Imagens)
(André Rolo / Global Imagens)

A estabilização da economia portuguesa está a trazer de volta muitos daqueles que foram procurar oportunidades no estrangeiro.

Dezembro pode ser a altura em que alguns emigrantes regressam ao seu país de origem para passar a consoada junto da família. Muitos foram trabalhar para o estrangeiro em busca de melhores oportunidades do que aquelas que o seu próprio país lhes oferecia. Mas, voltar de vez é o desejo de 78% daqueles que emigraram. Aliás, 43% desses pretende fazê-lo já nos próximos dois anos.

Os dados são do Guia do Mercado Laboral 2019, um estudo global anual sobre tendências de mercado e salários elaborado pela consultora Hays, divulgado esta terça-feira.

Mas, se estes valores fazem lembrar a medida do Programa Regressar, desengane-se. Os emigrantes que fizeram parte do estudo indicaram que o programa terá “pouco ou nenhum impacto para a maioria dos profissionais”. O Programa Regressar consiste na possibilidade de os emigrantes não residentes em Portugal nos últimos três anos, voltarem ao país até final de 2020 e pagarem o IRS sobre apenas 50% do seu rendimento.

Por outro lado, a vontade de voltar ao país prende-se com fatores como um “pacote salarial mais atrativo, motivos familiares, vontade de viver em Portugal e projetos interessantes”.

Atualmente, dada a estabilização da economia portuguesa e o consequente efeito no mercado laboral, são cada vez menos aqueles que abandonam Portugal para trabalhar noutro país. De acordo com o barómetro da Hays, se em 2013, 80% dos profissionais revelavam interesse em trabalhar no estrangeiro, hoje este número caiu para 37%.

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