Maioria dos ex-alunos portugueses de Harvard acredita em novo confinamento até ao Natal

Tendência crescente de casos registados de covid-19 leva membros do Harvard Clube de Portugal a acreditar que o País volte a enfrentar restrições mais severas em breve.

Um inquérito a ex-alunos portugueses da Universidade de Harvard, nos EUA, revela que a maioria destes especialistas de diversas áreas - gestores, médicos, cientistas e advogados, entre outros - acredita que o Portugal deverá entrar num segundo confinamento, até ao Natal.

"Tendo em conta a recente vaga de pacientes internados nos cuidados intensivos em Portugal, quanto tempo acha que levará até o Governo declarar um novo confinamento generalizado?" - foi esta a única pergunta, num inquérito rápido, que o Harvard Clube de Portugal fez aos seus membros:

Num total de 106 inquiridos - que integram "vários setores da sociedade portuguesa" e "tem em conta os dados que se conhece", segundo explica ao Dinheiro Vivo Stephan Morais, presidente do Clube -, a maioria (67,92%) acredita que é provável que o nosso País entre em breve num novo confinamento.

O que dividiu as opiniões foi o horizonte de tempo em que deverá acontecer esta paralisação: 38 pessoas (35,85%) - a maioria - acreditam que o confinamento deverá acontecer dentro dos próximos 30 dias; 14 (13,21%) consideram que acontecerá em menos de duas semanas; e apenas uma pessoa (0,94%) escolheu a hipótese "menos de uma semana". Ninguém selecionou a hipótese "no próximo ano" e 34 pessoas (32,08%) presumem que o país não irá entrar num segundo confinamento.

Stephan Morais destaca que este inquérito reflete a opinião transversal de muitos setores e que deve ser tida em consideração, "tendo em conta que se tratam de médicos, advogados, empresários, especialistas e inclusive pessoas que trabalham para o Serviço Nacional de Saúde. São opiniões que têm relevância".

O presidente do Harvard Clube de Portugal considera que os números de infeções e de mortos com covid-19 merecem uma reflexão atenta por parte de vários setores da sociedade. "Se nós tivermos um problema de falta de capacidade dos serviços de saúde, não haverá outra maneira de atacar o problema, que não seja com restrições", explica, podendo estas passar ou não por um novo confinamento. A ministra da Saúde, Marta Temido, disse na terça-feira, 27, que dia 4 de novembro, segundo cálculos dos técnicos do Instituto Ricardo Jorge, se prevê que "estejam mais de 2.634 doentes internados em enfermaria e 444 em unidade de cuidados intensivos", caso as medidas adotadas pelo Governo não consigam travar a escalada dos casos positivos mais graves e de óbitos.

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