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Mais de um milhão assinou petição contra aumento dos combustíveis em França

A placard which reads "The one tax too many that ignites the people" is pictured as yellow vest protesters occupy a traffic island sandwiched between a motorway toll station and an out-of-town commercial zone, in Allonne near Beauvais, northern France, November 28, 2018. Picture taken on November 28, 2018. REUTERS/Gonzalo Fuentes
A placard which reads "The one tax too many that ignites the people" is pictured as yellow vest protesters occupy a traffic island sandwiched between a motorway toll station and an out-of-town commercial zone, in Allonne near Beauvais, northern France, November 28, 2018. Picture taken on November 28, 2018. REUTERS/Gonzalo Fuentes

A petição 'online' "Por uma baixa dos preços do combustível na bomba" foi lançada por uma das figuras dos "coletes amarelos" na região de Paris.

Lançada no final de maio por Priscilla Ludosky, vendedora de cosméticos em Savigny-le-Temple, a petição teve um êxito fulgurante desde o fim de outubro, depois de ter sido divulgada nas redes sociais no âmbito do movimento dos “coletes amarelos” e de ter sido alvo de artigos na imprensa.

É a segunda petição mais assinada desde a abertura, em 2012, da plataforma change.org em França, atrás da petição “Lei do trabalho — não, obrigado”, lançada em 2016, que alcançou 1,3 milhões de assinaturas.

Priscillia Ludosky, recebida na terça-feira à noite pelo ministro da Transição Ecológica francês, François de Rugy, juntamente com outro iniciador do movimento dos “coletes amarelos”, explicou na semana passada que a ideia de lançar a petição tinha “surgido da simples constatação de que a fatura estava a aumentar”.

“Quis saber porquê. Uma pesquisa levou a outra e concluí que a explicação dada pelo Governo não era muito coerente. Quis partilhar as minhas dúvidas com os automobilistas, para ver se eles se sentiam tão atingidos como eu, e também dirigir-me ao ministério para obter respostas”, indicou.

A change.org, uma plataforma mundial de petições lançada em 2007 e utilizada em 196 países, sublinha que algumas petições internacionais ultrapassam vários milhões de signatários, mas “no caso da petição sobre os preços do combustível, o que é excecional é que o movimento foi lançado por uma cidadã à margem de qualquer partido político, sindicato ou associação”, comentou a diretora da change.org em França, Sarah Durieux, em comunicado.

Os representantes do movimento dos “coletes amarelos” anunciaram hoje que os porta-vozes da sua delegação oficial serão recebidos pelo primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, na sexta-feira, véspera da terceira etapa da sua mobilização.

Inicialmente surgido em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis, o movimento dos “coletes amarelos” alastrou, com o descontentamento em relação a várias medidas do Presidente francês, Emmanuel Macron.

“A revisão em baixa de todos os impostos” e a “criação de uma assembleia de cidadãos” para discutir a transição ecológica são algumas das reivindicações que o movimento considera pertinentes.

As exigências incluem, ainda, a abolição do Senado, a redução dos encargos patronais e um aumento dos salários mínimos e das reformas.

Um grupo de oito porta-vozes foi designado na segunda-feira para “estabelecer um contacto sério e necessário” com o Governo e para colocar uma série de exigências em cima da mesa.

Dois deles, os iniciadores do movimento “coletes amarelos”, Priscillia Ludosky e Eric Drouet, foram recebidos na terça-feira pelo ministro da Transição Ecológica, a pedido de Macron.

Já Édouard Philippe iniciou esta manhã dois dias de consultas para a “grande concertação” pretendida por Macron para tentar encontrar novas respostas para o movimento de “coletes amarelos”.

O primeiro-ministro recebe hoje e na sexta-feira os membros do Conselho Nacional de Transição Energética, um órgão consultivo sobre ambiente e energia, que integra 50 membros de diversas origens, desde empregadores, sindicatos e organizações ambientais, até à sociedade civil, eleitos locais e parlamentares.

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