Mais mil milhões em impostos baixam défice até 5,4 mil milhões

Pedro Passos Coelho, em Viseu
Pedro Passos Coelho, em Viseu

O défice público reduziu-se em 474 milhões de euros até julho face a igual período de 2014, sobretudo à boleia de uma subida significativa na coleta fiscal, indicam as Finanças. A despesa cresceu, mas felizmente para o Governo a receita de impostos engordou mil milhões de euros ou 4,9% em termos acumulados.

“A receita fiscal acumulada do Estado em julho ascendeu a 20.874 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,9% e um aumento significativo da receita fiscal cobrada de cerca de 1000 milhões (970 milhões de euros) face a julho de 2014”, diz o Ministério das Finanças na nota de imprensa sobre a execução fiscal, divulgada na terça-feira.

“Este crescimento está em linha com o objetivo de crescimento anual da receita fiscal para o ano de 2015.”

“Só em julho, a receita fiscal ascendeu a 3.088 milhões de euros, o que corresponde ao valor mais elevado de receita fiscal cobrada num mês de julho desde o ano de 2007. A receita fiscal cobrada em julho cresceu 324 milhões de euros face à receita fiscal cobrada em julho de 2014, o que corresponde a um crescimento homólogo mensal de 11,7%”, congratula-se o ministério de Maria Luís Albuquerque.

O problema à luz das boas práticas orçamentais da troika é que o défice parecer estar unicamente a cair por via da crescente carga fiscal.

“A despesa consolidada da Administração Central regista um crescimento homólogo de 1,7%, o qual é explicado, essencialmente pelo aumento da despesa com investimento, em resultado dos encargos com PPP, dos juros e encargos da dívida direta do Estado e da despesa com aquisição de bens e serviços na área da saúde”, justifica o Governo.

O saldo primário (sem juros) da Administração Central até piorou ligeiramente. As Finanças dizem que o saldo primário até Julho foi -1620,7 milhões de euros os quais comparam com -1599,2 milhões no período homólogo.

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