Coronavírus

Mais um golpe no turismo. Bélgica mantém Portugal na lista de “alto risco”

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Portugal e Espanha são países de risco para a Bélgica. Turistas desaconselhados a visitar os dois países. Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens

Quem vier a Portugal em turismo e regresse à Bélgica terá de ser sujeito ou a quarentena obrigatória, a testes ou a outros controlos sanitários

É mais um golpe no turismo e na economia portuguesa. O governo da Bélgica anunciou esta quarta-feira que Portugal vai continuar no grupo de países de risco por causa da covid-19 no que respeita às “viagens não essenciais”.

Assim, qualquer pessoa que venha a Portugal (em turismo ou outro tipo de visita não essencial) e queira entrar na Bélgica terá de ser sujeita a uma medida de controlo como quarentena obrigatória, ser submetida a testes ou a outros mecanismos de controlo sanitário, indica o governo belga, na atualização do status relativo a cada país da Europa.

Quem viaje em trabalho estará fora deste tipo de controlos sanitários pois é considerada deslocação essencial.

De acordo com o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Portugal continua a ser um país de risco e, portanto, fica no grupo laranja juntamente com Espanha, Grécia, Chipre, Dinamarca, Reino Unido e Islândia.

As viagens para estes países são autorizadas, mas todos os que queiram depois regressar e entrar na Bélgica terão de ser controlados, podendo inclusive ter de fazer quarentena obrigatória ou auto isolamento.

Segundo fonte do gabinete da primeira-ministra (PM) belga, Sophie Wilmès, as “zonas laranja” podem ser “cidades, municípios, distritos, regiões ou países” que as autoridades belgas consideram de “alto risco para a saúde com base em critérios epidemiológicos objetivos”. “Para essas áreas, a Bélgica desaconselha fortemente as viagens”, diz o governo.

“Os viajantes que, no entanto, regressem dessas áreas, serão submetidos a triagem e a quarentena”, refere o gabinete da PM Wilmès.

Alemanha, Áustria, França, Hungria, Itália, Luxemburgo, Letónia, Croácia, Holanda, Polónia, Roménia, Eslováquia, Suécia, Suíça, Liechtenstein, Lituânia, Estónia, Bulgária, República Checa e Eslovénia integram o grupo verde, para os quais se pode viajar livremente (ida e volta para a Bélgica, sem controlos sanitários).

Pior estão Finlândia, Irlanda, Malta e Noruega. Estes quatro países estão no grupo vermelho (risco máximo), pelo que as autoridades belgas avisam que “as viagens não são possíveis, nesta altura”.

Depois de Dinamarca, Suécia, Áustria e Reino Unido terem excluído Portugal das suas listas de destinos seguros, a Bélgica decide continuar a discriminar Portugal, ainda que temporariamente.

A Bélgica é um mercado emissor de turismo importante para a economia portuguesa.

Segundo dados provisórios do Turismo de Portugal, a Bélgica é o décimo maior mercado de turismo estrangeiro: é responsável por mais de um milhão de dormidas em 2019; os belgas deixaram na economia portuguesa mais de 378 milhões de euros em receitas durante o ano passado.

O Reino Unido liderava estes rankings, com mais de 9,3 milhões de dormidas anuais, tendo dado receitas de 3,3 mil milhões de euros em 2019.

Fonte: Governo da Bélgica

Fonte: Governo da Bélgica

(atualizado às 17h35)

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