Malparado na habitação com novo máximo histórico em abril

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As dificuldades das famílias portuguesas em pagar o empréstimo da casa continuam a acentuar-se, tendo o volume de crédito em incumprimento voltado a registar um novo máximo histórico em abril, atingindo 2286 milhões de euros, segundo indicam os dados estatísticos hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

O volume do crédito de cobrança duvidosa no segmento da habitação tinha até conhecido um ligeiro alívio em março, mas no mês seguinte voltou a ganhar terreno, subindo 26 milhões de euros neste espaço de tempo.

Este agravamento ocorre ao mesmo tempo que continua a descer o volume de empréstimos destinados a financiar a compra ou a construção de habitação. De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, os particulares deviam 108,39 mil milhões de euros aos bancos, o que traduz uma descida de 3,8% face ao valor registado há um ano.

O retrato do crédito hipotecário acompanha a evolução do crédito total. No final de abril, a dívida total das famílias aos bancos ascendia a 131,8 mil milhões de euros. Os dados do BdP permitem concluir que este saldo mantém a tendência de descida que já se verifica há 24 meses consecutivos.

É, de resto, necessário recuar a maio de 2008 para encontrar um valor total de empréstimos mais baixo do que aquele que agora foi contabilizado. No malparado total, a evolução mensal regista uma quebra de 23 milhões de euros, mas a comparação homóloga indica que os 5138 milhões de euros agora registados traduzem um agravamento de 163 milhões.

Aquela descida mensal foi obtida através do comportamento do incumprimento no crédito ao consumo, que recuou 55 milhões de euros entre março e abril.

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