Manso Neto: "Que saiba não se abriram garrafas de champanhe na EDP"

O administrador da EDP garante que demissão do então secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, não foi comemorada.

"Isso da comemoração não existe", afirmou o administrador da EDP, João Manso Neto, quando questionado sobre uma alegada abertura de garrafas de champanhe na sede da elétrica em Lisboa com a saída do então secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes.

A pergunta foi lançada pelo deputado do PS, Hugo Costa, que confrontou o gestor com as declarações do ex-Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira quando, em 2012, afirmou que a demissão do responsável governamental tinha motivado comemorações da EDP, com a abertura de garrafas de champanhe.

Na resposta, Manso Neto garantiu que tal não existiu. "Que eu saiba, não se abriram garrafas de champanhe", admitindo que discordava "nas soluções" defendidas pelo então secretário de Estado, apesar de concordarem na "metodologia". O administrador garantiu que nunca teve "uma situação de conflito" com Henrique Gomes.

Já na intervenção inicial, Manso Neto, tinha referido que as "interações com os governos são naturais e inevitáveis", garantindo, contudo, que a matéria legislativa é da responsabilidade dos executivos.

"Se quisermos ser rigorosos, a EDP até foi prejudicada"

Numa longa intervenção inicial, o administrador da EDP defendeu a tese de que as rendas excessivas "não existem" e que a elétrica até saiu prejudicada na mudança no regime contratual dos CAE (Contratos de Aquisição de Energia) para os Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

Pelos cálculos do gestor, o saldo na mudança do regime contratual foi negativo em cerca de 740 milhões de euros. Manso Neto explicou depois que a EDP aceitou, em 2012, reduzir o valor inicial da componente fixa porque o país estava a fazer "sacrifícios e os nossos acionistas também tinham que o fazer."

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