Greve dos motoristas

Manual de sobrevivência para a crise dos combustíveis

Fernando Fontes / Global Imagens
Fernando Fontes / Global Imagens

A verificar-se a greve convocada para 12 de agosto, a Deco dá cinco dicas para ajudar os consumidores a estarem prevenidos.

A greve está convocada para 12 de agosto, por tempo indeterminado. E enquanto decorrem as negociações entre motoristas, patrões e Governo, o pré-aviso mantêm-se.

Mantendo-se a greve, não só o abastecimento de combustíveis será afetado como também o fornecimento de produtos às grandes superfícies, serviços e indústria. Perante essa situação, a Deco sugere cinco dicas para ajudar os consumidores a estarem prevenidos.

1. Abasteça o carro

A associação de defesa do consumidor aconselha a atestar o carro “dois ou três dias antes no início da greve” e utilize-o apenas para “deslocações indispensáveis”. Durante a paralisação, a ser declarada uma crise energética, “todos os postos de abastecimento são obrigados a afixar em local bem visível a lista de postos de emergência onde poderá encontrar combustível”. Essa lista também estará disponível no site da Entidade Nacional para o Setor Energético.

2. Regras para os jerricãs

Há limites para transportar jerricãs num carro particular: o máximo são 60 litros por recipiente. Quem não respeitar as regras pode ser penalizado com um coima entre 750 e 2250 euros. No caso das pessoas coletivas, a coima varia entre 1500 e 4500 euros. No entanto, a Deco não aconselha o uso dos jerricãs para enfrentar a eventual crise dos combustíveis. “É proibido, devido ao risco de libertação de vapores e inflamação, armazenar nas arrecadações dos prédios combustíveis líquidos, tais como gasolina”.

3. Transportes públicos, carpooling, bicicletas e trotinetes

É pouco provável que os transportes públicos sejam afetados, já que a proposta de serviços mínimos dos sindicatos que emitiram o pré-aviso de greve inclui o abastecimento destes serviços. A Deco aconselha a que se mantenha informado nos sites das respetivas empresas de transportes.

Outra alternativa é partilhar viagens. Existem várias plataformas online que põem em contato condutores e passageiros que querem viajar para o mesmo destino e dividir as despesas – BlaBaCar, Via Verde Boleias ou Boleia.net, por exemplo. “Carros e scooters elétricas partilhadas, como DriveNow, Emov e Ecoltra, são mais uma opção”, diz a Deco. E não esquecer as bicicletas e trotinetes, que também funcionam em sistema de partilha.

4. Trabalho e saúde

Se estiver a trabalhar durante o período de greve e a sua atividade pode ser desempenhada à distancia, tente negociar com o seu chefe a possibilidade de trabalhar a partir de casa. “A empresa não é obrigada a aceitar como justificadas as faltas ao trabalho devido a greve. Daí a importância de negociar antecipadamente a possibilidade de trabalhar a partir de casa”, refere a Deco.

Na saúde, os serviços mínimos garantem as deslocações dos casos de urgência. Para outras situações, por exemplo, consultas já marcadas, o conselho é tentar remarcar para outra data.

5. Despensa e frigorífico

Vá ao supermercado antes da greve e aposte em produtos com uma duração mais alargada, para evitar desperdícios. A Deco sugere também comprar carne e legumes em quantidades acima do habitual para congelar.

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